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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Homenagem a Glauco Villas Boas

March 12th, 2010

glauco em Homenagem a Glauco Villas Boas

A polí­cia sus­pei­tava de assalto. Em seguida, sol­ta­ram uma outra ver­são: um dos car­tu­nis­tas mais pro­lí­fi­cos do Bra­sil estava com o filho em seu apar­ta­mento quando foi ren­dido por um adepto sui­cida da Igreja do Santo Daime que pen­sava ser Jesus Cristo. Ao fazê-lo mudar de ideia, pai e filho toma­ram um tiro cada um. E deu certo! — o sui­cida mudou de ideia e fugiu. Con­clu­são: chá de cipó alu­ci­nó­geno e armas de fogo são uma pés­sima idéia.

Soa como enredo para uma tiri­nha ácida do Glauco, mas a rea­li­dade nos acer­tou crua e fria como um bife na cara, dei­xando uma horda de fãs entris­te­ci­dos nesta semana. Ape­sar da minha revolta, creio que não seria justo da minha parte afir­mar que a reli­gião fez mais uma vítima. O assas­sino pode­ria estar sob delí­rio indu­zido por uma subs­tân­cia con­si­de­rada sagrada, mas aposto que estava bem lúcido quando nego­ciou uma arma; pode­ria pen­sar ser o Flash­man, ao invés de achar que era a rein­car­na­ção de Jesus Cristo. O pró­prio Glauco era dai­mista e tal fato, segundo ele, fazia dele uma pes­soa melhor e feliz.

Glauco,
Nós, fãs, esta­mos aqui rindo… de saudades.

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Comportamento, Imagens, Tirinhas

Papo para bovinos dormirem

March 6th, 2010

colchoes em Papo para bovinos dormirem

Diá­rio de bordo, data gre­go­ri­ana: sexta-feira à noite em casa.

Àque­les que não desis­ti­ram do velho Coffe aqui, que não tira­ram os olhos do hori­zonte e não dele­te­ram de seus rea­ders este humilde feed que vos recheia quase-semanalmente: obri­gado, vocês mere­cem uma estre­li­nha do Mario. Aos outros — que não depo­si­ta­ram um pingo de fé na sobre­vi­vên­cia do blog — espero que tenham crise de solu­ços durante um pon farr.

“Férias” uma ova de pás­coa; meu expe­di­ente se ras­te­jou até dia 23 de dezem­bro e, a par­tir do ime­di­ato fim da semana de recesso cor­po­ra­tivo, tenho ras­te­jado pelo labo­ra­tó­rio desde o desa­bro­char de janeiro. Eis o motivo de minha ausên­cia pro­lon­gada. Ainda não me recu­pe­rei por com­pleto, nos horá­rios de almoço e janta estou ten­tando me rea­bi­li­tar na pro­cras­ti­na­ção criativa.

Mas não importa! O site está de volta com aquele mojo de sem­pre. Neste meio-tempo recebi mui­tas pala­vras de apoio e cari­nho, ago­nia e deses­pero; e tam­bém um punhado de per­gun­tas intri­gan­tes pelo for­mu­lá­rio de Acon­se­lha­mento Online, tais como “gosto do Fla­vi­nho, como fas/?”, “keria saber como faser dor­gas em casa” e — a mais dífi­cil até agora — “bauru sem tomate é misto?”. Ao autor desta per­gunta, faço de sua inter­ro­ga­ção a minha, pois tam­bém não sei.

Não menos­pre­zando todas essas dúvi­das, mas tan­tas soma­das não batem a incógnita-mór: o que há de errado com os ven­de­do­res de col­chões?! Parti hoje à pro­cura de um col­chão novo e assisti a um des­file de loro­tas ale­gó­ri­cas ensi­na­das por, pro­va­vel­mente, os pró­prios fabri­can­tes. Fala-se entre o con­clave cien­tí­fico de Hollywood que os fil­mes de fic­ção deve­riam se ater a, no máximo, uma gafe cien­tí­fica por filme. Sugiro a impor­ta­ção dessa idéia para as lojas de cama, mesa & banho:

“Col­chões que neu­tra­li­zam sua ele­tri­ci­dade”?
Só se o ter­ceiro pino da tomada da cama esti­ver aterrado.

“Íons de prata para evi­tar a trans­pi­ra­ção”?
Para evi­tar fun­gos, tal­vez, mas nem mesmo o Sur­fista Pra­te­ado deve ser livre dos deso­do­ran­tes prateados.

E, por fim, um col­chão feito com o mesmo mate­rial da roupa selada de um astro­nauta pos­si­vel­mente o mata­ria, já que a espuma de poliu­re­tano visco-elástico — ou “mate­rial gos­to­si­nho dos infer­nos” real­mente inven­tado pela NASA para acol­cho­a­dos em aero­na­ves — exige tan­tos retardantes-de-chama na com­po­si­ção que o con­tato pro­lon­gado pode cau­sar pro­ble­mas res­pi­ra­tó­rios a longo prazo.

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Ciência & Tecnologia, Comportamento, Tirinhas

O Handbook Sagrado

November 9th, 2009
handbook em O Handbook Sagrado

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Sinceridade

September 18th, 2009
sinceridade em Sinceridade

Por­que nada é mais agra­dá­vel que incor­po­rar o Mas­ter of Obvi­ous logo ao amanhecer.

Fazia tempo que esta tiri­nha estava enga­tada, mas fiquei com uma pre­guiça ensur­de­ce­dora e não a fina­li­zei. Além disso, tive uma decep­ção auto-intelectual quando me fal­tou idéias enquanto ela­bo­rava uma tiri­nha onde o ED-209 e o HAL9000 dis­cu­tiam sobre reli­gião. Aí man­dei tudo para o raio que o parta e fui ler meu livro sobre jar­di­na­gem de guer­ri­lha nas horas vagas. Acre­di­tem, é emo­ci­o­nante saber como cons­truir bom­bas de semente e irri­ga­ções táti­cas. Per­dão pelo tempo pro­lon­gado sem tiri­nhas ou res­mun­gos no blog.

E por falar em sin­ce­ri­dade acima de tudo, fico humil­de­mente agra­de­cido pelas apro­xi­ma­da­mente 700 cli­ca­das no post em que pedi vossa ajuda. Sabe como é: vocês rochas (rocks)! Infe­liz­mente o post onde o resul­tado deste expe­ri­mento será usado está levando mais tempo do que eu espe­rava para ficar pronto, mas menos tempo do que o expe­ri­men­tado para pron­ta­mente desis­tir de esperar.

:)

Semana que vem, amigos.

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Café com Cafetron

August 16th, 2009
pijama em Café com Cafetron

Olá, cama­ra­das. Hoje o que vou dizer não é nada sobre astro­no­mia, mate­má­tica, pas­sa­ri­nhos ou astró­lo­gos, então vou pas­sar o recado de um jeito mais infor­mal, mais pes­soal. Imagine-me falando com você, sei lá, de pijama, OK? OK.

Das pos­ta­gens escassas

Até per­so­na­gem de tiri­nha tem emprego de ver­dade e uma vida nor­mal a levar. Um dos fatos pelo qual come­cei a dese­nhar foi esse. Meu número de horas livres dimi­nuiu bes­ti­al­mente e per­cebi que dese­nhar levava menos tempo que escre­ver pare­des enor­mes de texto, cheias das minhas melho­res saca­das, mas que nem 20% das pes­soas que con­sul­tei tinham saco para ler até o final. Ou seja, des­per­dí­cio de tempo e fós­foro. Pelo menos des­co­bri uma maneira de dar meu recado em até 400 pixels de altura.

Da ausên­cia de bra­ços e per­nas nas tirinhas

Em minha defesa, alego que é estilo artístico.

Do novo sis­tema de comentários

Quando se inau­gura um blog, tudo que a pes­soa espera é um punhado de amor e gra­ti­dão em forma de comen­tá­rios. É como um con­ta­dor digi­tal de afeto e indi­ca­dor da qua­li­dade do nosso tra­ba­lho. Mas acima de tudo, os comen­tá­rios no Nebu­losa Nerd’s Bar con­tri­buem como parte dos meus tex­tos. Vocês, lei­to­res, se trans­for­mam em auto­res ati­vos — e essa é a magia da Inter­net 2.0.

Vou lhes con­tar um segredo: como qual­quer dono de blog que põe amor no fruto do seu tra­ba­lho árduo e chato, eu fico com muita expec­ta­tiva em rela­ção aos comen­tá­rios de cada post. Todo dia eu dou uma olhada no que apa­rece de novo por aqui, mesmo que, infe­liz­mente, eu não tenha tempo para dar a aten­ção mere­cida a cada um.

No entanto, quando seu blog é decla­ra­da­mente um mul­ti­verso de gos­to­su­ras para o público geek e 30% dos comen­tá­rios diá­rios são desa­ba­fos reli­gi­o­sos, é sinal de que estou errando em alguma coisa. Levando em con­si­de­ra­ção aquele papo sobre o blog ser feito por vocês tam­bém, e con­si­de­rando que eu não quero que esse sítio venha a se tor­nar um por­tal da web onde mís­ti­cos, reli­gi­o­sos faná­ti­cos e cons­pi­ra­ci­o­nis­tas vêm rea­fir­mar suas con­vic­ções pra mim, ins­ta­lei um novo sis­tema de comen­tá­rios para o melhor deleite de todos.

Fun­ci­ona assim: dê uma nota posi­tiva quando ler um comen­tá­rio decente, uma nega­tiva quando ler um comen­tá­rio pér­fido e reporte quando algo defi­ni­ti­va­mente não deve­ria estar lá. Você tem a opção de lis­tar os comen­tá­rios por ordem de pon­tu­a­ção, ficando livre de mimi­mis indesejáveis.

Das minhas expec­ta­ti­vas para o Nebulosa

Quando come­cei com o Frango Mis­te­ri­oso, ape­sar de estar na facul­dade de Física, ainda me sobrava um tem­pi­nho razoá­vel e as idéias fluiam, fosse estu­dando Quân­tica, fosse filo­so­fando no banheiro, sen­tado de frente com a parede. Mas hoje em dia, diante de um bloco de notas nas cur­tas horas de folga, tenho que “fazer força” pra sair alguma coisa. É como se a fadiga do dia-a-dia e as bru­tal­mente redu­zi­das horas de sono esti­ves­sem minando minha cri­a­ti­vi­dade — o que é um pouco dra­má­tico, pois eu adoro meu emprego e minha vida social, mas tam­bém gosto de, de vez em quando, escre­ver e fazer tiri­nhas. Para­fra­se­ando Bilbo Bag­gins, aquele joga­dor de bas­quete, me sinto como um pouco de man­teiga sendo espa­lhado num pedaço grande demais de pão. Com toda sin­ce­ri­dade, ami­gos, mais de uma vez já me peguei pen­sando em fechar esse site ou repassá-lo a algum jawa muam­beiro de Tatooine.

jawa em Café com Cafetron

Tam­bém já pen­sei em pedir ajuda para outros blo­guei­ros. Divi­dir o fardo, saca? Um escreve na segunda, outro na terça… mas não conheço nem a metade que eu gos­ta­ria da metade deles, e gosto menos da metade do que a metade merece. Em rela­ção a pes­soas mais che­ga­das fora da Inter­net, conheço uma ou duas pes­soas alta­mente capa­zes e cri­a­ti­vas, mas nenhuma seria doida o sufi­ci­ente para tomar essa res­pon­sa­bi­li­dade. De qual­quer forma, o maior pro­blema de um blog com vários donos é a perda iden­ti­dade; vira­ria uma mis­ce­lâ­nea sem graça, igual quando você mis­tura chá de hor­telã, erva-cidreira, camo­mila, casca de aba­caxi, açú­car mas­cavo e lima­lhas de zinco.

Mas aí eu lem­bro de uma coisa: caramba, eu estou escre­vendo e dese­nhando pra mim, então dane-se o resto! É um hobby, não uma obri­ga­ção; um exer­cí­cio pes­soal de cri­a­ti­vi­dade, não uma coluna obri­ga­tó­ria do jor­nal (se algum reda­tor ou chefe de edi­ção esti­ver lendo isso, saiba que não tenho nada con­tra tra­ba­lhar em jor­nais — até gosto deles, nunca dizem men­ti­ras nem são ten­den­ci­o­sos! — e ado­ra­ria fazer tiri­nhas sema­nal­mente por um salá­rio módico, sim?).

Tam­bém me lem­bro do quanto eu penei para cul­ti­var essa bele­zoca do jeito que está, quan­tas horas gas­tei em frente a linhas colo­ri­das de PHP e CSS, quan­tos blo­guei­ros famo­sos já impor­tu­nei para “tro­car links” (não façam isso, é real­mente con­de­ná­vel e te faz pare­cer mais ainda um ama­dor) e, assim, ten­tar ser notado em meio ao ruído. Cla­ra­mente isso vale menos do que se ima­gina, a come­çar pelo fato de não ter sido men­ci­o­nado em nenhum cur­rí­culo meu.

blog em Café com Cafetron

Isso tudo pode ser como aquele cas­te­li­nho de areia que você cons­trói na praia e não vale coisa nenhuma, mas você fica todo orgu­lhoso de dizer “eu que fiz, ó”. É estra­nho pen­sar que um dia você vai estar a sete pal­mos do chão e nunca fez nada que te dife­ren­ci­asse dos outros huma­nos. Uns, então, aca­bam escre­vendo bio­gra­fias enfa­do­nhas e livros de auto-ajuda. Eu decidi fazer um blog. E, caramba, tam­bém não é de se jogar fora, já que saí até na ante­pe­núl­tima página da Super Interessante!

Então, não se pre­o­cu­pem, pois esse legado não vai sumir tão cedo, ape­sar das adver­si­da­des. Deve ser fres­cura de todo blo­gueiro depois de um tempo. Vi no Twit­ter que até o Kar­lis­son já um dia pen­sou em parar de dese­nhar as tiri­nhas do Nerdson.

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Comportamento