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Archive for the ‘Entretenimento’ Category

Recomendações musicais

August 14th, 2008

Vote Cafe­tron do Bar. Atra­vés da gera­ção de empre­gos, edu­ca­ção, saúde e um blog nerd ten­den­ci­oso ao extremo, pre­tendo tirar você da mes­mice tola de ouvir em loop sem­pre as mes­mas músi­cas no seu Winamp, Media Player, foo­bar, Ama­roK ou xmms. Seja ousado e des­cu­bra músi­cas que ouvi­dos comuns jamais ouviram.

Con­fira algu­mas das minhas pro­pos­tas para fugir da rotina musi­cal e conhe­cer esti­los novos e gover­nar o impé­rio Klin­gon com um desen­vol­vi­mento sus­ten­tá­vel para nos­sas linha­gens futu­ras.

Vote Cafe­tron do Bar, númeroklingon em Recomendações musicais.

phideaux6yy0 em Recomendações musicaisPhi­de­aux — Dooms­day After­noon
Gênero: Pro­gres­sivo crossover

Nunca subes­time a capa­ci­dade dos fran­ce­ses de mes­clar deze­nas de esti­los musi­cais de maneira per­fei­ta­mente harmô­nica. O ins­tru­men­tista Phi­de­aux Xavier, em con­junto com vários outros músi­cos, mos­tra como se faz um álbum onde se toma em mãos algu­mas téc­ni­cas sofis­ti­ca­das de estú­dio, ins­tru­men­tos clás­si­cos, um punhado de bons can­to­res e cola na tra­seira do bom e velho pro­gres­sivo psi­co­dé­lico. Segu­ra­mente o álbum mais fude­roso que já ouvi este ano.

corvcorcbuy1 em Recomendações musicaisCor­vus Corax — Can­tus Bura­nus
Gênero: Músi­cas de fil­mes épicos

Vista sua arma­dura, embai­nhe sua espada, monte em seu cavalo, jogue o dado de 20 lados e veja para qual dire­ção do tabu­leiro de RPG você se aven­tu­rará. Mas antes, não se esqueça de colo­car uma boa tri­lha sonora de com­ba­tes épicos! O álbum “Can­tus Bura­nus” é o melhor do grupo musi­cal ale­mão, que con­tam com cla­ri­ne­tes, gai­tas de fole, har­pas e car­ru­a­gens. Todas as fai­xas são can­ta­das em latim por um coral uti­li­zando a temá­tica da ópera Car­mina Burana de Carl Orff. Ouça e des­perte o bata­lhão romano em você.

b0001ynk7001lzzzzzzzds2 em Recomendações musicaisAyreon — The Human Equa­tion
Gênero: Com­ple­ta­mente variado

Você sofre um aci­dente e está em coma. Mas ao invés de ver tudo preto como um Game­boy des­li­gado, você se depara com um grande telão que passa cenas mar­can­tes da sua vida. Mas você não está sozi­nho! Outras pes­soas assis­tem essas cenas com você, lhe incen­ti­vando ou aca­bando com a pouca moral que você ainda tem: são seus sen­ti­men­tos encar­na­dos em figu­ras huma­nas, ten­tando te tirar do coma (ou te dei­xar lá para sem­pre). Essa é a temá­tica do melhor álbum con­cei­tual que já ouvi até hoje: his­tó­ria ori­gi­nal, músi­cos exce­len­tes e qua­li­dade impecável.

434lz8jl0 em Recomendações musicaisDia­blo Swing Orches­tra — The Butcher’s Ball­room
Gênero: Metal variado

Como meu avô já dizia, “nunca escreva duas vezes a mesma coisa em um blog”. Eu já fiz uma rese­nha deste álbum e pode ser lida cli­cando aqui. Para incentivá-lo, saiba que há can­to­res líri­cos, vio­lon­ce­los, vam­pi­ros, mojo e muito ver­me­lho na capa.

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Entretenimento

Os 10 itens que deveriam existir na vida real

July 21st, 2008

Vol­te­mos alguns anos, para quando séries como The Big Bang The­ory não eram cool. Uma cri­ança nerd na década de 80 ou 90 tinha que se escon­der para não apa­nhar, ou cor­rer a 88mph espe­rando que um vór­tice espaço-temporal a tirasse daquela enras­cada. Nin­guém que­ria fazer dupla com ela nas aulas de edu­ca­ção artís­tica e muito menos que­riam andar junto no recreio. Quem aqui já pas­sou por isso?

nerds em Os 10 itens que deveriam existir na vida real
Nós aqui, ó! Aquiiii!

Olá, ami­gos. Como vão? Vejo que alguns de vocês leram meu guia amo­roso para nerds e segui­ram meu con­se­lho de encur­tar a barra das cal­ças. Excelente!

Agora ima­gi­nem como seria se, ao lado dos seus armá­rio de cue­cas, à direita do porta cane­tas de ponta fina, hou­vesse um baú com itens do seu jogo ou filme favo­rito. Legal, né? Poder se vin­gar do bruta-montes que lam­beu a mor­ta­dela do seu lan­che ou con­quis­tar aquela menina que senta atrás do Rober­tão. Pois bem, ami­gos, sonhar nunca é demais: eis uma lista com os 10 itens mais vis­lum­bran­tes que, se exis­tis­sem no mundo real, fariam de você o dono do bairro, apto a esma­gar huma­nos menos evoluídos.

10. Sabre-de-luz
Star Wars I, II, III, IV, V, VI, Star Wars Kid Foo­tage
lightsaber7gq4 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realSe o holo­grama bri­lhante do Obi-Wan Kenobi se mate­ri­a­li­zasse no mundo atual, ele pedi­ria para ser rein­se­rido nova­mente no arquivo .PSD, ao ver o que a gera­ção de jovens — e alguns não tão jovens — desse pla­neta fez ao sabre de luz, este arte­fato sacro, que car­re­gava con­sigo o karma de uma linha­gem inteira de jedis. Uma arma ele­gante para tem­pos civi­li­za­dos aca­bou se trans­for­mando em algo mais cli­ché que livros quân­ti­cos de auto-ajuda.

Reto­mando a linha de raci­o­cí­nio sobre os sabres-de-luz, é por isso que fica­ram em último lugar na minha lista. O mundo inteiro satu­rou a ima­gem deste item e já fan­ta­siou arro­bas sobre suas uti­li­da­des, que todas as que eu des­cre­ver aqui serão tri­vi­ais. Pule­mos para o pró­ximo item, sim?

9. Casco verde
Série Mario
120pxmkddgreenshellyq7 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realLivre-se de uma pelo­tão de homens mai­o­res que você, seja um exér­cito que luta con­tra sua tira­nia ou uma fila de cri­an­ças na can­tina que está na sua frente. Basta sol­tar o casco verde no chão e espe­rar que ele rico­che­teie até abrir cami­nho para sua mag­nâ­nima pas­sa­gem. Pode ser usado para dis­trair seus ini­mi­gos em jogos de War se ati­rado sobre a mesa (eles esta­rão ocu­pa­dos reco­lhendo as peci­nhas do chão enquanto você mani­pula o tabu­leiro a seu favor). Por fim, o casco é par­ti­cu­lar­mente útil em engar­ra­fa­men­tos e cor­ri­das de rolimã.

formula um em Os 10 itens que deveriam existir na vida real
Don­key Kong per­dendo a volta.

Ape­sar de bas­tante bacana, este item arca com uma série de des­van­ta­gens. Entre elas, o fato de você neces­si­tar pular em tar­ta­ru­gas para que ela se solte do casco, e isso é moral­mente incor­reto. Nota: cas­cos tele­gui­a­dos estão ultra­pas­sa­dos desde a década de 60, quando inven­ta­ram os shafts e as estre­las de invencibilidade.

8. Red Card
Doom, Doom II, Duke Nukem 3D, Des­cent etc.
doomkeyhv3 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realUma tec­no­lo­gia inex­pli­cá­vel na palma da mão. Os mes­mos car­tões colo­ri­dos espa­lha­dos por vários jogos dife­ren­tes lhe per­mi­tiam abrir por­tas, por­tões, jane­las, rea­to­res, naves etc. O único pré-requesito é que as late­rais das por­tais sejam ver­me­lhas tam­bém. Se forem azuis, você pre­ci­sará da Blue Card, que é mais difí­cil de encontrar.

Pergunta-se muito por aí quando esta­mos jogando Doom: quem afi­nal deixa car­tões uni­ver­sais colo­ri­dos em pé, equi­li­bra­dos no chão ou flu­tu­ando pelo mundo, para que você estra­te­gi­ca­mente os encon­tre? E por que dia­bos você os per­dia toda vez que fechava um nível?

Não importa. Vale ape­nas res­sal­tar que se uma cri­ança nerd tivesse um des­ses, pode­ria ser o dono do bairro. Com ele você pode abrir por­tas de diver­sos esta­be­le­ci­men­tos, desde a cadeia (bom lugar para você con­tra­tar ami­gos) até o ves­tiá­rio femi­nino da escola. Quando abrir por­tas não tiver mais graça, você ainda pode expul­sar joga­do­res de fute­bol e pagar o misto-quente da can­tina com seu Red Card Electron.

7. Hora­dric Cube
Dia­blo II e tal­vez o III
diab2cubvv3 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realUm saco sem fundo qua­drado. Puta que pariu, até mesmo a sua avó na dia­go­nal cabe den­tro dessa bele­zoca. Rumo­res dizem ainda que o cubo pos­sui um poder trans­mu­ta­dor e que se você o ati­var com sua avó lá den­tro mais 3 safi­ras per­fei­tas, quando o cubo for aberto nova­mente haverá um Scroll of Town Por­tal (ver mais adiante).

6. Cano
Stre­ets of Rage I, II e III
cano em Os 10 itens que deveriam existir na vida realTenho a mais abso­luta cer­teza de que este era o item mais pro­cu­rado no chão por aque­les que ado­ra­vam uma par­ti­di­nha sem vio­lên­cia de Stre­ets of Rage — jogo de pan­ca­da­ria gra­tuita reco­men­dado para todas as ida­des. O fami­ge­rado cano era uma exten­são do corpo do per­so­na­gem, per­mi­tindo que você alcan­çasse ini­mi­gos a QUILÔMETROS de dis­tân­cia. Uma arma sem fres­cu­ras, era só per­ma­ne­cer a uma dis­tân­cia con­for­tá­vel do ini­migo e virar-lhe um enca­na­mento entre as têm­po­ras. Sem con­tar que o doce asso­bio do cano cor­tando o ar, seguido do can­tar uní­tono de crâ­nios que­brando, fazia do cano uma arma ímpar. Um bom item, pena que não existe no mundo real.

5. Holo­duke
Série Duke Nukem
holoduke em Os 10 itens que deveriam existir na vida realOs holo­gra­mas fazem parte do coti­di­ano nerd desde o filme “O Vin­ga­dor do Futuro” (Total Recall) e, mais recen­te­mente, nos jogos da série Duke Nukem. Muito mais estra­té­gico que ati­var holo­gra­mas de si mesmo em uma par­tida mul­ti­player, o Holo­duke é um item assaz pode­roso para peças e arma­di­lhas, espe­ci­al­mente para enga­nar seus pais e outros paren­tes que gos­tam de con­tro­lar sua vida. Você pode ligar o holo­grama e fazê-los acha­rem que você está dor­mindo no seu quarto ou que está fazendo lição bem diante de seus olhos, quando na ver­dade você estará a quilô­me­tros de distância.

dukenukem1 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real dukenukem3 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real dukenukem2 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real

Este item tem um poten­cial con­si­de­rá­vel para subs­ti­tuir o antigo tru­que de colo­car tra­ves­sei­ros embaixo do cober­tor. Se o Frodo tivesse um des­ses, evi­ta­ria aquele auê todo com os espec­tros do anel.

4. Quad Damage
Série “Quake“
quaddamagesr9 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realA cora­gem em forma de um grande e rodo­pi­ante Q. Ao tocar neste emblema, a força de qua­tro ele­fan­tes indi­a­nos machos pene­tra­rão até o âmago do seu mir­rado corpo e, por mais que isso pareça doer, vai ser legal à beça. Suas habi­li­da­des e perí­cias serão mul­ti­pli­ca­das por qua­tro, de forma que qual­quer coisa que saia de você tam­bém fique qua­tro vezes mais potente. Nada poderá impedí-lo quando você está com Quad Damage, nem mesmo sua mãe (tal­vez qua­tro delas). Enquanto você esti­ver assim ende­mo­ni­ado, o tiro de sua pis­tola de fle­chi­nhas de bor­ra­cha vale por qua­tro. Ao tocar uma cam­pai­nha, você a tocará com a força de qua­tro homens. Se você era uma cri­ança nerd, ima­gine como seria ter um Quad Damage sem­pre à mão e nunca mais ser esco­lhido por último nos times de Edu­ca­ção Física.

Aten­ção! O Quad Damage não é reco­men­dado para pes­soas que usam gra­fite 0.5mm.

3. Scroll of Town Por­tal
Dia­blo I, II e III, War­craft III, Rag­na­rok
scrolltownportal em Os 10 itens que deveriam existir na vida realLeia men­tal­mente algu­mas pala­vras de um idi­oma demo­níaco ins­cri­tas em um per­ga­mi­nho e você será tele­por­tado num pis­car de olhos. Man­tendo um des­ses no bolso, você pode fugir segu­ra­mente enquanto explode o rea­tor da Estrela da Morte ou se tele­por­tar para Tris­tram quando hou­ver cha­mada oral e che­gar a sua vez. Sem con­tar outras possibilidades…

– Oi, lê isso pra mim?
– Claro!… mas que merda é es*plim!*
shifty em Os 10 itens que deveriam existir na vida real

Item ampla­mente uti­li­zado nos fil­mes Star­gate e They Live.

2. Lâmina do Pre­da­dor
Pre­da­dor I e II, Alien vs Pre­da­dor
O item que todo nerd pediu ao Papai Noel pelo menos uma vez. Uma arma tão sofis­ti­cada e de uma enge­nha­ria tão com­plexa me deixa sem pala­vras. Como uma ima­gem vale mais que 17 mil pala­vras, aqui vai uma ver­bor­ra­gia extra­ter­res­tre mos­trando algu­mas das diver­sas pos­si­bi­li­da­des com a arma do Predador.

disco1 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real

disco2 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real

disco3 em Os 10 itens que deveriam existir na vida real

Acho que vocês enten­de­ram o recado. Vocês viram aquele suco de laranja? Minha nossa.

1) ?
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questionmarkdo2 em Os 10 itens que deveriam existir na vida realChe­ga­mos ao fim da lista, mas quem sou eu para ava­liar qual é o melhor item de toda fic­ção humana? Estou cedendo gen­til­mente o pri­meiro lugar da lista a vocês, lei­to­res, para que deci­dam o desen­ro­lar do post. Se você teve tris­tes expe­ri­ên­cias no mundo real e algum dia dese­jou muito pos­suir um item do mundo vir­tual, diga-me qual é este item e dis­serte a seu respeito.

Deixe um comen­tá­rio neste post com sua suges­tão ou envie um e-mail para cafe­tron ARROBA nebulosabar.com. Será feita uma vota­ção aberta ao público para ava­liar o melhor item e o ven­ce­dor ganhará uma cami­seta do Nebu­losa Nerd’s Bar que ainda estou pro­je­tando. Sim, é uma pro­messa e é de graça. Tá espe­rando o que? Abra aí o MSN e saia pedindo idéias!

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Destaques, Entretenimento

Experimente novos ritmos

May 26th, 2008

A música desde o iní­cio de sua his­tó­ria foi con­si­de­rada uma prá­tica cul­tu­ral essen­cial para o desen­vol­vi­mento, seja humano ou vege­tal (vide “Chu­chu­zi­nhas do Milha­ral”). Fruto da obser­va­ção dos sons da natu­reza, des­per­tou no homem atra­vés do sen­tido audi­tivo a neces­si­dade e von­tade de reproduzí-la.

brown2vp em Experimente novos ritmos“Defi­nir a música não é tarefa fácil por­que ape­sar de ser intui­ti­va­mente conhe­cida por qual­quer pes­soa, é difí­cil encon­trar um con­ceito que abar­que todos os sig­ni­fi­ca­dos dessa prá­tica. Mais do que qual­quer outra mani­fes­ta­ção humana, a música con­tém e mani­pula o som e tempo… mas somente se conec­tada a um capa­ci­tor de fluxo e ace­le­rada a 88 milhas por hora”.
– Dou­tor Brown

Durante minha per­ma­nên­cia na Repú­blica do Frango Mis­te­ri­oso — e isso foi desde o des­per­tar do milê­nio até o ano pas­sado — con­vivi com uma pes­soa muito espe­cial (no sen­tido gené­tico) cari­nho­sa­mente ape­li­dado de Gar­rote Ser­ta­nejo. Tal qual uma cri­ança que teve sua dieta à base de leite des­na­tado tro­cada por uma edi­ção espe­cial de Toble­rone ener­gé­tico “com muito mais cafeína”, o Gar­rote Ser­ta­nejo deve­ria ser man­tido longe do con­trole remoto da casa. Caso con­trá­rio, as con­seqüên­cias seriam involutivas.

O pro­blema não era o cui­dado para que ele não mas­ti­gasse as pilhas ou ino­cen­te­mente enfi­asse o con­trole den­tro da fralda, mas, sim, man­ter seus pole­ga­res sujos longe do botão de troca de canais, que freqüen­te­mente pou­sava em algum clipe de gangsta rap na MTV. Esse ritual durava horas.

ash2rp em Experimente novos ritmos“This is my booms­tick!“
– Ash

Psi­co­lo­gi­ca­mente des­vi­ado por alguém que se chama “Cinqüenta Cen­ta­vos” can­tando algo como “f### minha p### no c# mas só um pou­qui­nho”, fui levado a bus­car novas for­mas de som e ima­gem para com­pen­sar a lava­gem cere­bral, yo. Agora, apresentarei-lhes músi­cas de qua­li­dade impe­cá­vel e de uma parte do mundo deve­ras subes­ti­mada por mui­tos: a Índia.

Come­ce­mos pelo clipe abaixo:

[youtube:http://www.youtube.com/v/qRGC9U-M9pA]

Gos­tou, né? Eu sei que sim. Esta mente genial que pro­du­ziu o vide­o­clipe se chama Prabhu Deva. Ele é o Michael Jack­son indi­ano. Suas habi­li­da­des são per­fei­ta­mente notó­rias, como fazer um air sitar (vari­a­ção do air gui­tar), o lon­gi­tu­di­nal head­ban­gin’ e a mano­bra I’m Lea­ving — Well, I’m not.

Sem con­tar a mulher que con­tra­cena com Prabhu, que é meu mais novo ícone de fofura ori­en­tal. Seu nome é Jaya­seel e fotos em tama­nho desk­top podem ser encon­tra­das aqui (sou com­pe­tente quando quero).

Se você é uma pes­soa que é che­gada em uma moder­nisse, pode expe­ri­men­tar esta mara­vi­lhosa peça de Ravi Shan­kar, mixada por uma dupla de DJs cha­mada Indian Vibes: Sitar Jam 2. Aqui o bre­ak­beat da Costa Oeste encon­tra a sítara indiana.

Tal­vez as can­ções dessa parte do mundo já esbar­ra­ram no seu coti­di­ano e você nem tenha notado. Se você está lendo este blog, supo­nho que seja nerd. Se é um nerd, supo­nho que já tenha assis­tido a algum epi­só­dio de Bat­tles­tar Galac­tica, a nova ver­são (nerd, mas nem tanto). E se você já assis­tiu algum epi­só­dio, já deve ter pen­sado quão bacana é a música da intro­du­ção. Pois bem, é um man­tra Gaya­tri, ori­gi­nal­mente em sâns­crito e, segundo a rapa­zi­ada da Nova Era, a pri­meira ora­ção dada à humanidade.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=5-gvgPEtv4g]

Se nada disso lhe pes­cou a von­tade de se trans­ves­tir de divin­dade hindu, o item seguinte agra­dará a gre­gos, troi­a­nos e novai­or­qui­nos. Dah­ler Mendi, pom­poso e colo­rido com­po­si­tor indi­ano, reu­niu todos os aspec­tos do espec­tro visí­vel e os ele­men­tos de RPG e cons­truiu uma das mais belas mani­fes­ta­ções poé­ti­cas do con­ti­nente, no qual ele lamenta con­sigo mesmo o quanto sua garota des­pe­da­çou o cora­ção, enquanto repre­senta por mímica a his­tó­ria atra­vés de core­o­gra­fias pré-construídas, como a cali­for­nian snake ou rodeo round-up.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=-bAN7Ts0xBo]

E desta maneira eu atu­rei os aces­sos musi­cais do Gar­rote Ser­ta­nejo. Música ori­en­tal pode não ser o seu gênero musi­cal favo­rito, e no começo pode até não agra­dar em nada. Mas tudo que é novo e foge dos nos­sos padrões nos assusta.

khan5et em Experimente novos ritmos“A música eleva os sen­ti­men­tos mais pro­fun­dos do ser humano. Não é neces­sá­rio gos­tar­mos de todos os esti­los, porém conhecê-los.“
– Genghis Khan, enquanto sodo­mi­zava escra­vos chi­ne­ses ao som de Dance Dance Revo­lu­tion.

E con­ve­nha­mos: quem você pre­fere? O Cinqüenta Cen­ta­vos ou a Jaya­seel tomando cabe­ça­das no peito?

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Entretenimento

Space Music

June 28th, 2007

Mentalize-se dei­tado em um des­cam­pado sob o mais aberto dos céus. De repente, você vê algu­mas luzes dan­çan­tes cru­zando o céu e, num pis­car de olhos, você se encon­tra den­tro de um disco-voador. Mas não é um disco-voador qual­quer, é um disco-voador com área para chill-out, fri­go­bar e espe­lho no teto. Eu sei que isto é impro­vá­vel, por isso man­dei men­ta­li­zar. Con­se­guiu ouvir alguma música de fundo? Se você con­se­guiu, para­béns, você enten­deu o que é space music. Logi­ca­mente alguém teve colhões men­tais para trans­cre­ver esse gênero musi­cal de uma forma mais formal.

Space music é um gênero musi­cal que peca em con­ven­ções meló­di­cas, rít­mi­cas ou em com­po­nen­tes vocais, mas que é com­pro­me­tida a uma com­plexa tex­tura sônica. O nome deriva da sen­sa­ção que a música trans­mite de voar ou flu­tuar incons­ci­ente pelo espaço.

(…)

Tal gênero musi­cal é comu­mente usado em tri­lhas sono­ras para fil­mes de fic­ção cien­tí­fica e pla­ne­tá­rios, como tam­bém é usado para aju­dar no rela­xa­mento neces­sá­rio para prá­ti­cas medi­ta­ti­vas. Ainda que inti­ma­mente rela­ci­o­nada à música ambi­ente, há cons­tante influên­cia de new age, música ele­trô­nica e, algu­mas vezes, faz-se uso de músi­cas tra­di­ci­o­nais, clás­si­cas, corais ou rít­mos étnicos.

Fonte: Wiki­pé­dia (em inglês).

Freqüen­te­mente minha pre­fe­rên­cia musi­cal se altera con­forme os fatos mun­da­nos que me cer­cam. Quando quero mor­rer, ouço “Músi­cas Para se Ouvir Mor­rendo”, com­pi­la­ção de can­ções mela-cueca majes­to­sa­mente esco­lhi­das por Wali­cek. Ana­lo­ga­mente, ouço “O Melhor do Thrash Metal” quando quero chu­tar pare­des, assim como “Jar­di­nei­ros do Uni­verso” quando quero capi­nar planetas.

Pois bem, de uma hora para outra me bateu aquela von­tade que todos têm alguma vez na vida de ouvir inter­fe­rên­cia modu­lada de rádio inter­ca­lada com músi­cas de ele­va­dor. Vas­cu­lhei a Inter­net até o último site sobre esti­los musi­cais que nin­guém gosta e não pude encon­trar refú­gio em nenhum outro estilo musi­cal, senão no space music.

Mate sua curi­o­si­dade atra­vés de uma rádio do Last.fm que repro­duz músi­cas de ban­das pare­ci­das com Felix­droid, o ícone da space music minimalista.

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Obvi­a­mente a space music não envolve somente baru­lho de rádio mal sin­to­ni­zado, abrindo espaço para com­po­si­ções mais ricas que muito se asse­me­lham ao agra­dá­vel lounge. Se qui­ser conhe­cer um pouco mais, sugiro alguns com­po­si­to­res que são o fino do espaço sideral.

Faça uma boa viagem! ;)

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Entretenimento

Notícias inúteis do Second Life

June 21st, 2007

Encontro-me pres­tes a ini­ciar minha cam­pa­nha em prol da extin­ção dos bípe­des. Sim, isso inclui chim­pan­zés e gori­las, pois se eles even­tu­al­mente evo­luí­rem para homo sapi­ens, meu tra­ba­lho haverá sido em vão. O obje­tivo da cam­pa­nha é bem claro e a causa é hilá­ria: o doen­tio Second Life.

Se você nunca ouviu falar em Second Life, saiba que eu intre­pi­da­mente ins­ta­lei esse “jogo”, “rea­li­dade vir­tual”, “culto ao con­su­mismo” ou como quer que cha­mem essa por­ca­ria, e escrevi um rela­tó­rio com­pleto da minha aven­tura virtual.

Agora que vocês se conhe­cem, vamos às notí­cias, vei­cu­la­das por diver­sos jor­nais reno­ma­dos (uns nem tanto), liga­das ao fan­tás­tico mundo da caba­cice sem fronteiras.

Repor­ta­gem denun­cia pedo­fi­lia no Second Life

Usuá­rios do site Second Life estão sendo inves­ti­ga­dos pela polí­cia da Ale­ma­nha, depois que o canal de tele­vi­são SWR levou ao ar uma repor­ta­gem denun­ci­ando a ação de pedó­fi­los no mundo vir­tual. A última edi­ção do pro­grama “Report Mainz” exi­biu cenas tira­das do site Second Life, em que a ima­gem com­pu­ta­do­ri­zada de uma cri­ança é abor­dada por um pedó­filo em um par­que, recebe o equi­va­lente a dois euros e então é levada a um quarto (vir­tual), onde é abu­sada sexu­al­mente (virtualmente).

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Usuá­rios ale­mães estão sendo investigados.

Que trauma será que esse tipo de cri­ança vir­tual terá? Aposto que este per­so­na­gem terá incu­rá­veis pro­ble­mas psi­co­ló­gi­cos quando virar adulto den­tro do jogo. Depois as pes­soas se trans­for­mam em serial kil­lers, tro­cam o Second Life por Coun­ter Strike e nin­guém sabe porquê. O que menos me con­forta é saber que as pes­soas por trás des­sas cri­an­ças vir­tu­ais, na ver­dade, são nerds bem cres­ci­dos já.

FBI inves­tiga jogos de azar no mundo vir­tual do Second Life

Inves­ti­ga­do­res do FBI visi­ta­ram os cas­si­nos vir­tu­ais do Second Life, a con­vite da Lin­den Lab, cri­a­dora do mundo vir­tual, mas o governo norte-americano ainda não deci­diu sobre a lega­li­dade dos jogos de azar virtuais.

Cui­dado, você pode per­der algo além da sua dignidade.

Mani­fes­tan­tes ateiam fogo em sede vir­tual de partido

A vio­lenta dis­puta polí­tica na Espa­nha se espa­lhou para o Second Life, onde sim­pa­ti­zan­tes de par­ti­dos soci­a­lis­tas e con­ser­va­do­res ten­ta­ram incen­diar a sede de cada um no mundo vir­tual. “Eles joga­ram bom­bas, entra­ram no pré­dio com sub­me­tra­lha­do­ras e tudo o que você possa ima­gi­nar”, disse um repre­sen­tante do Par­tido Soci­a­lista (do governo espanhol).

Cen­te­nas de pes­soas MORREM no mundo dos jogos; pes­soas de bem, como os bra­vos ofi­ci­ais que per­ten­cem aos esqua­drões anti-terrorismo e os ino­cen­tes reféns de Coun­ter Strike. Em World of War­craft, cri­a­tu­ras inde­fe­sas que ape­nas que­rem seu lugar ao Sol são ASSASSINADAS por padres na insa­ciá­vel busca por pon­tos de expe­ri­ên­cia, e declaro que os soci­a­lis­tas espa­nhóis não têm mais direi­tos que aque­les outros, que per­dem a VIDA ao invés de uma sede na vida vir­tual. Além, nunca se ouviu recla­ma­ção alguma acerca deste fato, senão dos new­bies cho­ra­min­gões que não sabem com­pe­tir. “PERDEU KMARADA!!!1″

TAM ingressa no Second Life

A TAM é a pri­meira com­pa­nhia aérea do mundo a ingres­sar no Second Life, nova febre das comu­ni­da­des vir­tu­ais que simula a vida real entre inter­nau­tas. O lan­ça­mento da empresa será nesta sexta-feira. A TAM par­ti­ci­pará do Second Life com um lounge ins­ta­lado na ilha Ber­rini, de onde os visi­tan­tes pode­rão par­tir para as ilhas Milão, Paris, Ingla­terra e Nova York.

Per­gunta: Como você prevê a falên­cia de uma empresa aérea?
Res­posta: Quando no mundo onde ela se encon­tra, todas as pes­soas podem voar.

Exploda, mundo. Por favor, exploda.

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