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Archive for the ‘Saúde’ Category

Dores de estômago

July 30th, 2008

Você aces­sou o site do Cafe­tron, Nebu­losa Nerd’s Bar. No momento não posso aten­der, pois tive uma noite eró­tica com a Dona Gas­trite e sua vizi­nha gos­tosa, Senhora Úlcera. Eu já tive um thre­e­some com elas no pas­sado e hoje des­co­bri que anda­ram tomando secre­ta­mente ana­bo­li­zante para mamu­tes. Não é uma quei­ma­ção no estô­mago, mas uma dor legí­tima, de macho, sen­sa­ção esta que darwi­nis­tas afir­mam ter sido essen­cial na sobre­vi­vên­cia da raça humana desde os tem­pos pré-históricos.

Olá! Eu sou seu cére­bro, seu ami­gão! Gos­ta­ria de lembrá-lo de que há algo errado com o seu estô­mago. Para sua sobre­vi­vên­cia, envi­a­rei super aler­tas de dor sem parar, fazendo você per­der a fome, o ânimo, a von­tade de viver e ficar o tempo inteiro cur­vado para frente, com­ple­ta­mente vul­ne­rá­vel a pre­da­do­res. Me agra­deça depois, campeão!

Agora tento des­viar a rota dos impul­sos ner­vo­sos do meu corpo para evi­tar a dor. Comu­mente o cami­nho se dá saindo do alto abdô­men, passa pela coluna ver­te­bral e final­mente é inter­pre­tada pelo cére­bro, que não se cansa de me lem­brar sobre a ardên­cia inces­sante no estô­mago. Se eu redi­re­ci­o­nar os impul­sos ner­vo­sos para, por exem­plo, meu pân­creas, um órgão inca­paz de inter­pre­tar esses estí­mu­los, tal­vez eu pare de acre­di­tar que engoli um ter­mite mentolado.

thermite em Dores de estômagothermite table em Dores de estômago
Der­reta car­ros, cha­pas maci­ças de aço e man­te­nha o bom hálito com a refres­cân­cia da menta.

Dife­rente da azia, a gas­trite se deixa per­ce­ber somente quando seu estô­mago está vazio. Eu sim­ples­mente não posso parar de comer waf­fers de bri­ga­deiro aqui, caso con­trá­rio geme­rei arro­bas. Enquanto o remé­dio não chega e não con­sigo efe­tuar a mano­bra sha­o­lin de des­vio de impul­sos neu­rais para o pân­creas, man­ter meu estô­mago reche­ado de bola­cha é a saída mais efi­ci­ente. Con­tudo, tá come­çando a encher o saco, por­que i) meu teclado já tem uma camada de 2cm de farelo, ii) estou come­çando a enjoar desse sabor e iii) meu maxi­lar está come­çando a formigar.

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Saúde

Adoçando sua mente

July 7th, 2008
Este post foi tão bom, na minha opi­nião, e tão subes­ti­mado por vocês, lei­to­res, que estou re-postando o danado. Se tive­rem alguma recla­ma­ção, olhem fixa­mente para o mega­fo­ne­zi­nho azul aqui do lado. Sim­pá­tico, né? Demo­rei um tem­pão pra esco­lher um bem bonito.

– A direção.

Gosta­ria de dedi­car este post às balas 7-Belo, que foram tão essen­ci­ais para meu desen­vol­vi­mento men­tal e late­ral. Obri­gado, 7-Belo, por me dei­xar mais inte­li­gente do que as outras crianças!

Não seria incrí­vel se lap­sos de memó­ria, pro­ble­mas com estudo ou falta de idéias cri­a­ti­vas fos­sem solu­ci­o­na­dos com algo bem agra­dá­vel como, diga­mos, sexo ou Duke Nukem 3D? Estes seriam o remé­dio para todos os males no meu mundo semi-perfeito. Con­tudo, para este mundo há outra solu­ção quase tão agra­dá­vel quanto Duke Nukem: AÇÚCAR.

sugar baby em Adoçando sua mente
Açú­car em sua forma primitiva.

Um dos raros ali­men­tos com cê-cedilha que são gos­to­sos, o açú­car é uma igua­ria que desem­pe­nhou um impor­tante papel no desen­ro­lar da nossa soci­e­dade. Nas aulas de his­tó­ria, aprende-se que este pro­duto ser­viu até para com­prar a mãe de outros. Na mito­lo­gia grega, uns dizem que o açú­car refi­nado foi rou­bado de Zeus por Pro­me­teu e dado à huma­ni­dade. Outros afir­mam até mesmo que Zeus era um grande piru­lito de caramelo.

Durante toda a sua vida de glu­tice, é tão certo quanto alguma coisa muito certa que você bus­cou uma des­culpa para comer doces antes da janta ou comer todos os Smash’s daquela caixa azul de bom­bons. Agora você tem a des­culpa for­mi­dá­vel para ludi­briar seus pais, que são tão facil­mente apai­xo­ná­veis por qual­quer motivo, apa­re­lho ou subs­tân­cia ilí­cita capaz de melho­rar o ren­di­mento dos filhos na escola — de modo gros­seiro, o açú­car lhe deixa mais inteligente.

eakhan1fy4 em Adoçando sua menteGenghis Khan adora doces, por­que eles dão muita ener­gia!
– Bill & Ted na apre­sen­ta­ção “Figu­ras his­tó­ri­cas em San Dimas”

A gli­cose, além de ser gos­tosa e ser­vir como com­bus­tí­vel para que seu corpo con­ti­nue rodando, é tam­bém usada pelo orga­nismo para a pro­du­ção de um neu­ro­trans­mis­sor cha­mado ace­til­co­lina. Esta subs­tân­cia está par­ti­cu­lar­mente rela­ci­o­nada à memó­ria e raciocínio.

O trá­fego de gli­cose no orga­nismo é mais intenso 1 hora após a inges­tão do seu qui­tute favo­rito. Todos os ali­men­tos são dige­ri­dos — com algu­mas exce­ções — ape­sar disso ocor­rer em velo­ci­da­des dife­ren­tes com cada tipo. Seu corpo absorve mais facil­mente um copo de suco de ace­rola do que uma rapa­dura, por exem­plo. O grá­fico abaixo mos­tra a curva de gli­cose no san­gue ao con­su­mir bebi­das açucaradas.

glicoseyd4 em Adoçando sua mente
À esquerda, a curva de gli­cose em uni­dade cro­ata padrão de medida (mili­gra­mas por deca­li­tros). À direita, Sr. Cris­to­vão. Ele gosta de açúcares.

Cro­no­me­tre cor­re­ta­mente sua sugar rush — de 30 a 60 minu­tos antes de alguma ati­vi­dade men­tal pesada, con­suma açú­car na forma de sucos, refri­ge­ran­tes ou água para beija-flores. Seu ren­di­mento melho­rará nota­vel­mente. Eu, por exem­plo, estou escre­vendo este post em uma des­sas ondas de açú­car. Que vibe, meu!

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Este­rói­des no Duke Nukem, Stim­packs no Star­craft e Estre­li­nha do Mario, todos esti­mu­lan­tes a base de açú­car. A rea­li­dade imita o video-game.

Para apri­mo­rar os resul­ta­dos, beba mode­ra­da­mente enquanto ouve música clás­sica, pre­fe­ri­vel­mente Bach ou qual­quer com­po­si­tor da mesma escola musi­cal. O motivo para isso, será expli­cado em um futuro post da cate­go­ria Cére­bro deste blog.

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Saúde

Forçando as conexões mentais

June 6th, 2008

Este é um tópico expe­ri­men­tal. Nunca houve um des­ses no Nebu­losa antes, vou logo a dizer. Pre­tendo digi­tar o post inteiro sem cor­ri­gir ao menos uma frase. É um expe­ri­mento, seu ani­mal, já disse o porquê. Já o obje­tivo do expe­ri­mento é dar-lhe a opor­tu­ni­dade de exa­mi­nar a maneira como meu cére­bro fun­ci­ona, entrando em con­tato direto com o hemis­fé­rio direito da minha cabe­çorra, livre dos requin­tes idi­o­tas e des­ne­ces­sá­rios de razão que par­tem do lado esquerdo como um mal­dito revi­sor do Word. Aviso de ante­mão que, ao trans­cre­ver exa­ta­mente as pala­vras que vão sur­gindo na cabeça, são capa­zes de apa­re­cer pala­vrões, fra­ses des­co­ne­xas e incon­cor­dân­cias gra­ma­ti­cais. Meio de doer os olhos, mas fazer o que? Deu na telha. Obrigado.

257grotesqueheadq50800xie6 em Forçando as conexões mentaisHoje é um dia muito espe­cial para os que acom­pa­nham este blog, pois é uma sexta-feira. “Dia de lobi­so­mem”, como dizia o Vovô Coffe. Engana-se você, levi­ana ove­lha, se pensa que é uma sexta-feira usual esta. Não uma sexta-feira comum, uma sexta-feira única em sua vida muito embora. Con­ti­nue lendo! Pre­pare um refresco para maior apro­vei­ta­mento do con­teúdo a ser lido, neste meio tempo eu vou pen­sando no que escrever.

Mui­tos que me acom­pa­nham a escre­ver desde a década de 80, quando os blogs se limi­ta­vam ao espaço físico das por­tas de banheiro mas­cu­lino, inda­gam qual é a fonte mágica das idéias para as minhas his­to­ri­nhas de fic­ção. “Sei lá, porra”. E não sei, mesmo. Isso por­que a parte cri­a­tiva do meu cére­bro, assim como o seu, é um exí­mio escri­tor de fic­ção filho da puta que não mos­tra seu ras­cu­nho à mul­ti­dão até ele achar que o mesmo está belís­simo — e você pen­sava que meu cére­bro era lím­pido e cheio dos ter­mos boni­tos. Em pala­vras mais agra­dá­veis aos seus olhos, o res­pon­sá­vel pelo setor da ima­gi­na­ção é o incons­ci­ente, que arte­faz aquela idéia cri­a­tiva e só depois de pronta repassa ao seu consciente.

lookvh2 em Forçando as conexões mentaisO arte­são danado que é o incons­ci­ente, no entando, neces­sita de matéria-prima para cons­truir uma nova idéia: as maté­rias pri­mas podem ser estí­mu­los, figu­ras, pági­nas de livros ou a com­bi­na­ção de ambas, de pre­fe­rên­cia aque­las que não exis­tem e com as quais você nunca ima­gi­nou brin­car. Lembra-se dos livros infan­tis que per­mi­tiam colo­car o rabo da zebra no coe­lho ou a cabeça da girafa no mexi­lhão? Tais estí­mu­los absur­dos for­çam o cére­bro a tra­ba­lhar de uma maneira com­ple­ta­mente nova, pro­penso a ela­bo­rar idéias mais originais.

Um pro­ce­di­mento menos infan­til para alcan­çar idéias cri­a­ti­vas é ela­bo­rar uma tabela com vários adje­ti­vos e subs­tan­ti­vos e depois combiná-los de forma ale­a­tó­ria. Um exem­plo bem sim­ples é a cri­a­ção de cená­rios hipo­té­ti­cos. Eis que vos apre­sento, depois dessa pin­ce­lada intro­du­tó­ria pequena, o segredo das minhas idéias: O pode­roso e efi­caz CUBAN RANDOMIZER v3.0. Não, não vou mos­trar o código, ape­nas exi­bir o que ele faz. Basi­ca­mente é um pro­grama em perl que lê uma tabela com diver­sas pala­vras e depois gera um cená­rio ale­a­tó­rio. Quando pre­ciso escre­ver um post, qual­quer que seja o tema, sem­pre dou uma espi­ada antes nas pos­si­bi­li­da­des cri­a­ti­vi­bun­das que esse pro­gra­mi­nha tem a me ofe­re­cer. Geral­mente a idéia salta no ato.

Leia um por um e tente se ima­gi­nar em um des­ses mun­dos. Duvido que você não saia cam­ba­le­ando pela porta, cheio de novas idéias para pre­sen­tear a namo­rada ou ela­bo­rar um novo logo­tipo para a sua micro-empresa.

Estân­cias natu­rais e agradáveis

Um reino de urâ­nio em uma rea­li­dade vir­tual, onde habi­tam ani­mais sel­va­gens can­tan­tes, coman­da­dos por uma pode­rosa enti­dade psí­quica. Um lugar para onde as famí­lias nobres incon­tes­ta­vel­mente man­dam seus filhos para serem edu­ca­dos e cujo idi­oma muta de tem­pos em tem­pos. Este local, onde o con­tato com a natu­reza foi pre­ser­vado, é ater­ro­ri­zado por for­mi­gas.
// Mal­di­tas formigas!

Mun­dos assustadores

Um barco de enxo­fre em uma terra pós-apocalíptica, onde habi­tam espí­ri­tos ver­me­lhos, coman­da­dos por um regime mili­tar. Um lugar onde a efer­ves­cên­cia cul­tu­ral atrai estu­di­o­sos de várias regiões e até raças dis­tin­tas, como bana­nas das tre­vas inva­so­ras de cor­pos, astrólogos-cabeças satâ­ni­cos e até mesmo inse­tos… e onde o conhe­ci­mento à magia é comum e con­ge­lante. Este local, onde chove san­gue, foi cons­truído por bru­xas.
// Pra­ti­ca­mente uma Casa do Ter­ror do Playcenter.

Um país de pare­des ele­tro­mag­né­ti­cas no Inferno, onde habi­tam mon­ges cibor­gues, coman­da­dos por um deus. Um lugar conhe­cido pela pro­du­ção de excre­mento e que comer­ci­a­liza gigan­tes de lama para anjos albi­nos fas­cis­tas. Uma comu­ni­dade notá­vel devido às habi­ta­ções fei­tas de ossos.
// Joga­do­res de RPG, copiem a vontade.

Uma col­méia de excre­mento em outra galá­xia, onde habi­tam gai­vo­tas inva­so­ras de cor­pos com pro­pó­si­tos cien­tí­fi­cos, coman­da­dos por uma grande cor­po­ra­ção. Um lugar onde a gra­vi­dade é muito mais alta que o nor­mal. Este local, onde o conhe­ci­mento à magia é comum, foi cons­truído por plan­tas mutan­tes sem filhos e atu­al­mente é ater­ro­ri­zado por nerds com­ple­ta­mente nor­mais.
// JKASDHLKJSDHKLJSA

Um labi­rinto de metal em outra galá­xia, onde habi­tam anfí­bios regi­dos por um capi­ta­lismo sel­va­gem e voraz. Um lugar cons­tan­te­mente ame­a­çado por chu­vas de ossos — uns dizem que a culpa é dos(as) cava­lei­ros tem­plá­rios, outros que a culpa é dos(as) físi­cos.… Este local, onde o tempo passa mais deva­gar, foi cons­truído por fãs de Star Wars.
// Notá­vel aqui o humor ácido dos com­pi­la­do­res perl.

Uma col­méia de hec­to­plasma em outra dimen­são, onde habi­tam vacas, coman­da­dos por um deus. Um lugar onde chove san­gue. Este local, que cul­tua a tec­no­lo­gia, é ater­ro­ri­zado por escor­piões satâ­ni­cos sia­me­ses.
// “Se as vacas tives­sem a opor­tu­ni­dade, elas come­riam você e toda a sua família.”

Uma cons­tru­ção de ossos na Lua, onde habi­tam huma­nos hip­no­ti­za­dos por uma cor­po­ra­ção. Um lugar levan­tado ao redor de uma cons­tru­ção de carne e onde todos são insa­nos. Todos os habi­tan­tes são pri­va­dos de um dos sen­ti­dos.
// Meio 1984, meio Cybercops…

Um paraíso de enxo­fre den­tro de um vul­cão, onde habi­tam mulhe­res enlouquecidos(as), gover­na­das por um con­se­lho de anciãs. Um lugar de tra­di­ção bélica e onde a gra­vi­dade é muito mais alta que o nor­mal.
// *rs* tomem glit­ter! e mais glitter!

Luga­res curiosos

Um domo de ade­si­vos no Céu, onde habi­tam zum­bis de beleza divina, uma uto­pia soci­a­lista. Um lugar cuja medi­cina é a única que sabe os segre­dos de como tra­tar uma ter­rí­vel doença cha­mada “asfalto dos índios”… e onde a noite é muito mais longa do que o nor­mal. Este local, cuja loca­li­za­ção muda de tem­pos em tem­pos, foi cons­truído por brin­que­dos.
// E tudo aca­bou quando Dr. Robot­nik mor­reu e os gran­des nave­ga­do­res espa­nhóis trou­xe­ram a Peres­troika até o pla­neta Rússia.

Uma casa de por­ce­lana nos céus, onde habi­tam extraterrestres-computadores, coman­da­dos por uma cor­po­ra­ção. Um lugar conhe­cido pela manu­fa­tura de remé­dios a base de água, lava e cho­co­late… e levan­tado ao redor de uma mon­ta­nha de pelú­cia. Este local, cuja medi­cina é a única que sabe os segre­dos de como tra­tar uma ter­rí­vel doença cha­mada “sili­cone do espaço”…, foi cons­truído por judeus voa­do­res.
// dddjg5 em Forçando as conexões mentais

Uma for­ta­leza de cris­tal den­tro da Terra, onde habi­tam computadores-anfíbios mul­ti­co­lo­ri­dos, uma uto­pia soci­a­lista. Um lugar que comer­ci­a­liza toma­tes de por­ce­lana para esqueletos-militares. Este local, onde o apren­di­zado é cul­tu­ado, é ater­ro­ri­zado por mulhe­res.
// Tipo, meio gay, de leve.

Uma flo­resta de gela­tina no espaço, onde habi­tam inse­tos, coman­da­dos por um grande piru­lito. Um lugar onde não há noite e cujos habi­tan­tes se ali­men­tam de graxa. Este local, assom­brado por uma ter­rí­vel doença con­ta­gi­osa, foi cons­truído por pla­ná­rias fas­cis­tas.
// Nunca deixe o poder na mão de alguém que con­se­gue se divi­dir e que habita os intes­ti­nos de gatinhos.

Mun­dos utópicos

Uma mon­ta­nha de cogu­me­los em um lugar des­co­nhe­cido, onde habi­tam gno­mos can­tan­tes, coman­da­dos por um deus. Um lugar onde a noite é muito mais longa do que o nor­mal. Este local, cons­tan­te­mente ame­a­çado por chu­vas de cho­co­late — uns dizem que a culpa é dos mutan­tes, outros que a culpa é das mamães…, é ater­ro­ri­zado por físi­cos de piche lican­tro­pos.
// Utó­pico, tirando os físicos.

Se você espe­rava encon­trar uma con­clu­são, assim como acon­tece nas reda­ções dis­ser­ta­ti­vas, se enga­nou bonitamente.

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Saúde

Tire os remédios da cabeça

February 15th, 2008

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O Per­fu­ra­dor de Abdó­mens recomenda

Tire os remé­dios da cabeça. Os espe­ci­a­lis­tas cal­cu­lam que há no máximo duzen­tos remé­dios e vaci­nas neces­sá­rios ao bem-estar das pes­soas. Os labo­ra­tó­rios des­pe­jam nas far­má­cias do Bra­sil mais de 5 mil dife­ren­tes medi­ca­men­tos — na mai­o­ria “vari­a­ções sobre o mesmo tema”, apoi­a­dos por maci­ças cam­pa­nhas publi­ci­tá­rias. Assim, antes de com­prar um remé­dio pro­cure um médico para ter cer­teza de que é de fato neces­sá­rio. Lembre-se de que, comendo e dor­mindo regu­lar­mente, com sis­te­mas ner­voso e diges­tivo em ordem, você já esca­pou da imensa mai­o­ria des­sas fal­sas necessidades.

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Saúde

McDonald’s jogando verde

June 1st, 2007

051214toomanyhappymealsuo4 em McDonald’s jogando verdeMcDonald’s é uma rede inter­na­ci­o­nal de lan­cho­ne­tes fast-food. A chave do sucesso desta moda­li­dade de res­tau­ran­tes se deu à pro­messa de uma comida “boa” e que res­pei­tasse a pressa do ame­ri­cano moderno, cujo tempo nunca valeu tanto dinheiro. Por fim, se tor­nou sím­bolo do capi­ta­lismo glo­ba­li­zado jun­ta­mente com o palhaço Ronald McDo­nald, mas­cote da rede de lan­cho­ne­tes que foi ampla­mente uti­li­zado para fis­gar a curi­o­si­dade dos consumidores-filhos.

Con­tudo, a ima­gem cir­cense de “feli­ci­dade na comida” vem sofrido cons­tan­tes crí­ti­cas até mesmo pela mídia, mons­tro pela qual, até então, era sua maior ali­ada. O coupe-de-grace ocor­reu após sucesso do docu­men­tá­rio Super Size Me, onde o pró­prio pro­du­tor da obra se can­di­data a comer cons­tan­te­mente no McDonald’s durante um mês inteiro, ter­mi­nando a pelí­cula com sérias com­pli­ca­ções de saúde.

Para anga­riar mais con­su­mi­do­res à rede e recu­pe­rar a pouca con­fi­ança dos car­di­o­lo­gis­tas, os publi­ci­tá­rios do McDonald’s lan­ça­ram recen­te­mente a sorte no gênero vege­ta­ri­ano de fast-food. Cha­mado Veg­gie Crispy, o ham­búr­guer tem como des­ta­que um empa­nado de vege­tais, que acom­pa­nhado de molho blanc, alface ame­ri­cana e tomate.

De uma maneira ou de outra, nin­guém sabe o que dia­bos há den­tro deste lan­che cheio de “molho espe­cial do Ronald McDo­nald”. Em pada­rias comuns, o pão é feito com bro­mato para a fari­nha ren­der mais e aposto que, mesmo sendo um fiel con­su­mi­dor da ino­fen­siva e pres­ti­gi­osa Pada­ria do Tio Joa­quim, você nunca soube disto. Some isso ao fato deste sin­gelo lan­che pos­suir, sem con­tar com o refri­ge­rante e as bata­ti­nhas, mór­bi­das 520 kcal. E você achava que ema­gre­ce­ria comendo um san­duí­che­zi­nho vege­ta­ri­ano, hein. Sabe o que pode­ria ser feito com toda essa ener­gia gor­du­rosa que está a inge­rir? Man­ter uma lâm­pada incan­des­cente de 100 watts durante 6 horas.

Um pouco de história

200pxronaldmchitlerxr1 em McDonald’s jogando verdeA orga­ni­za­ção teve sua ori­gem na Ale­ma­nha nazista durante o final da Segunda Guerra, como res­posta deses­pe­rada às armas atô­mi­cas dos Ali­a­dos. Os slo­gans do pro­jeto, “Nosso cân­cer é mais ari­ano” e “Onde os Sieg Hails são grá­tis” evo­luí­ram gra­da­ti­va­mente e as ori­gens béli­cas da orga­ni­za­ção foram esque­ci­das, agre­gando um teor reli­gi­oso ao pro­jeto para que este sobrevivesse.

Hoje, a ati­vi­dade da rede McDonald’s se baseia com­ple­ta­mente na sólida obe­di­ên­cia de seus fiéis que, para se redi­mi­rem de peca­dos, submetem-se a um pro­cesso de peni­tên­cia e auto-flagelação. Este ritual con­siste em inge­rir ham­búr­gue­res de minho­cas e bata­tas car­ci­no­gê­ni­cas irra­di­a­das que, em seguida, são fri­tas em óleo dois tem­pos. Para poten­ci­a­li­zar a reden­ção, nenhuma mai­o­nese é ofe­re­cida aos que freqüen­tam a Igreja do McDonald’s, senão um molho espe­cial cuja receita é des­co­nhe­cida até mesmo pelo Vaticano.

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Duas pes­soas nor­mais ali­men­tando uma à outra no McDonald’s, uma prá­tica comum den­tro dos templos.

Acredita-se que cen­te­nas de pes­soas mor­rem por dia devido à obe­si­dade e suas con­seqüên­cias, tais como infarto, der­rame e impo­tên­cia. Médi­cos con­cor­dam que estes fato­res estão entre as 10 cau­sas mais comuns de morte ao redor do pla­neta e, mesmo assim, algu­mas pes­soas são imbe­cis o sufi­ci­ente em acre­di­tar que elas podem pro­ces­sar a lan­cho­nete por persuadí-las a come­rem ali.

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