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Guia Ilustrado da Vítima de Pedra nos Rins

Aviso

Antes de você come­çar esta deli­ci­osa e exci­tante lei­tura cheia de mis­té­rios, quero que você me pro­meta que vai pro­cu­rar um uro­lo­gista reno­mado e de boa índole, que exa­mine seus paci­en­tes enquanto usa luvi­nhas des­car­tá­veis, e que você fará todos os exa­mes que lhe forem pedi­dos. Como eu sei que você está com pedra no rim? Se não esti­vesse, não teria se inte­res­sado por um artigo fuleiro sobre pedras nos rins escrito por um físico, que entende tanto de medi­cina quanto um pig­meu entende sobre ana­to­mia de pingüins. Escrevi este texto prin­ci­pal­mente em cima da minha expe­ri­ên­cia pes­soal com pedras e não pos­suo mérito ou auto­ri­dade alguma a res­peito deste assunto.

Antes de dis­cu­tir­mos sobre a pedra em si, tenha mais ou menos uma idéia se o que você pos­sui é mesmo pedra no rim. Devo lembrá-lo enfa­ti­ca­mente que pro­cu­rar um uro­lo­gista é pri­mor­dial, pois os sin­to­mas de pedras nos rins são per­fei­ta­mente pare­ci­dos com os de apen­di­cite, infla­ma­ção ou per­fu­ra­ção intes­ti­nal, infec­ção uri­ná­ria, gra­vi­dez, unha encra­vada, entre outros. Os sin­to­mas são os seguintes:

  • No iní­cio, uma dor con­cus­siva tomará conta de suas bolas, como se uma chave inglesa as esma­gasse feito rosca de encanamento;
  • Alguns momen­tos depois, haverá uma fis­gada las­ci­nante em um dos rins ou tal­vez em ambos e que com o pas­sar das horas, dias ou sema­nas, a dor se des­loca em dire­ção à virilha;
  • Difi­cul­dade para uri­nar, conhe­cida como a Sín­drome da Cas­cata Tímida, mesmo que sua bexiga esteja cheia;
  • Von­tade de roer a pró­pria perna para ali­viar a cólica e a sub­seqüente náusea.

Se você teve três ou mais des­tes sin­to­mas, então PARABÉNS!

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Se pre­pare, seus pró­xi­mos dias serão diver­ti­dís­si­mos e cheios de emo­ção, suor e coque­téis de anal­gé­si­cos, anti-inflamatórios e litros de chá de que­bra pedra.

Intro­du­ção

Os cál­cu­los ou pedras renais são depó­si­tos mine­rais que se for­mam den­tro nos rins e podem estar pre­sen­tes em várias par­tes das vias uri­ná­rias. Eles se ini­ciam como par­tí­cu­las micros­có­pi­cas e se desen­vol­vem com o pas­sar do tempo até for­ma­rem os cál­cu­los. O termo médico abis­coi­tado para este pro­blema é nefro­li­tíase ou uro­li­tíase.

Os rins fil­tram subs­tân­cias quí­mi­cas vin­das do san­gue e que não ser­vem mais para o orga­nismo, a maior parte delas tóxi­cas, e os acres­centa à urina. Quando estas escó­rias não se dis­sol­ve­rem com­ple­ta­mente na urina, cris­tais e cál­cu­los renais são for­ma­dos e o espe­tá­culo começa.

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Os cál­cu­los podem ser tão peque­nos quanto grãos de areia e serem eli­mi­na­dos do orga­nismo na urina sem cau­sar qual­quer des­con­forto, como tam­bém podem ser do tama­nho de uma ervi­lha ou até mai­o­res, cau­sando sin­to­mas assaz incô­mo­dos. A maior pedra no rim já reti­rada de um ser humano tinha apro­xi­ma­da­mente 13cm.

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Vilas Ghuge, indi­ano de 37 anos, teve seu rim de 9cm tomado pela Dona Pedra.

Embora alguns des­tes cál­cu­los sejam tão gran­des que não se des­pren­dem dos rins, outros con­se­guem migrar pelo fino canal que liga o rim à bexiga, cha­mado ure­ter, onde eles são reti­dos.
Os cál­cu­los renais reti­dos podem cau­sar mui­tos sin­to­mas dife­ren­tes, incluindo dor extrema (cólica renal), inter­rup­ção ou dimi­nui­ção do fluxo de urina (anú­ria ou oli­gú­ria, res­pec­ti­va­mente) e san­gra­mento das pare­des das vias uri­ná­rias (hema­tú­ria).
Os cál­cu­los renais são um pro­blema muito comum, afe­tando 10% das pes­soas no mundo inteiro. Há vários tipos dife­ren­tes de cál­cu­los, e uma vari­e­dade de razões pelas quais eles se for­mam. Os cál­cu­los renais são clas­si­fi­ca­dos de acordo com sua com­po­si­ção quí­mica. A tabela abaixo rela­ci­ona a com­po­si­ção dos cál­cu­los uri­ná­rios com sua inci­dên­cia nos casos de cal­cu­lose renal:

Com­po­si­ção Quí­mica Por­cen­ta­gem
Oxa­lato de Cál­cio (puro ou misto) 75%
Fos­fato Amo­níaco Mag­ne­si­ano (Estru­vita) 10%
Ácido Úrico 8%
Fos­fato de Cál­cio 5%
Cis­tina 1%
Outros 1%

Aos 23 anos acabo de ter minha pri­meira pedra no rim. Como a mai­o­ria dos casos de cál­culo renal, a minha pedra tam­bém é feita de oxa­lato de cál­cio; um cris­tal de 7mm cheio de pon­tas e que causa uma cólica incon­ce­bí­vel, como se um cabrito rai­voso esti­vesse ten­tando atra­ves­sar meu ure­ter, o canal que liga os rins à bexiga e tem 3mm de diâmetro.

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Qua­dro Clínico

Os cál­cu­los renais podem não cau­sar sin­to­mas ou se mani­fes­tar de forma aguda como cólica renal, caso sejam sufi­ci­en­te­mente peque­nos. Quando a pedra alcança um tama­nho con­si­de­ra­vel­mente grande, há qua­tro está­gios que devem ser leva­dos em conta.

Pri­meiro Está­gio
Loca­li­za­ção: rim
Nível de dor: alta
A dor é loca­li­zada na late­ral das cos­tas e todos os mús­cu­los come­çam a se repu­xar, como se a pes­soa tivesse levado um soco em um dos rins. A onda ini­cial de estí­mu­los se pro­pa­gará por todo sis­tema uri­ná­rio, cau­sando um mode­rado des­con­forto nos testículos.

Segundo Está­gio
Loca­li­za­ção: ure­ter
Nível de dor: “Deus, tire essa coisa de mim!!!“
Ocorre quando a pedra saiu do rim e está no ure­ter. Ima­gine um ele­fante gor­di­nho ten­tando sair de uma casi­nha de cachorro e você enten­derá 1/3 do que a dor real­mente repre­senta. A sen­sa­ção é per­fei­ta­mente pare­cida com uma cólica intes­ti­nal grave, igual àque­las que você tinha quando era cri­ança depois que comia um saco de bis­coito de pol­vi­lho sozi­nho, com a pequena dife­rença que ela não se resol­verá sim­ples­mente indo ao banheiro, e poderá durar entre 15 minu­tos e 1 hora, retor­nando em mais ou menos 3 ou 4 horas. Nesta altura, haverá um pouco de san­gue na urina, cau­sando um leve des­con­forto ao uri­nar. Quando a pes­soa não con­se­gue pen­sar em algo mais incô­modo, ocorre o pró­ximo estágio.

Ter­ceiro Está­gio
Loca­li­za­ção: final do ure­ter
Nível de dor: *** PURGATORIAL OVERDRIVE ***
A boa notí­cia é que, neste está­gio, você terá a reden­ção de todos os peca­dos come­ti­dos nas últi­mas 14 vidas. A má notí­cia é que a pedra estará na parte mais sen­sí­vel do seu ure­ter, exa­ta­mente na jun­ção com a bexiga. Este pequeno canal agora estará per­fei­ta­mente ras­gado, gerando cóli­cas que farão você per­der a força nas per­nas e vomi­tar de dor, e ainda estará man­dando bas­tante quan­ti­dade de san­gue para sua bexiga, fazendo com que você sinta alfi­ne­ta­das agu­das ao uri­nar. Se isso não bas­tasse, com o ure­ter obs­truído, seu rim reterá mais líquido que o nor­mal, fazendo com que ele fique inchado e com desem­pe­nho com­pro­me­tido, cau­sando a velha dor do Pri­meiro Está­gio. Além, a pedra é um foco de bac­té­rias, lhe agra­ci­ando tam­bém com uma leve infec­ção. Ainda por cima, com um dos rins com­pro­me­ti­dos, o seu outro rim come­çará a tra­ba­lhar mais, gerando um pequeno des­con­forto no lado oposto tam­bém. Esta é a parte mais diver­tida do percurso.

Quarto Está­gio
Loca­li­za­ção: bexiga, ure­tra além
Nível de dor: depois do está­gio ante­rior, isso aqui é como cóce­gas.
A reta final se apro­xima. Não que ela seja con­for­tá­vel, mas você sal­ti­tará de ale­gria quando final­mente a pedra atra­ves­sar sua ure­tra, mesmo que ela car­re­gue con­sigo um pedaço de sua geni­tá­lia ao sair.
Com a pro­xi­mi­dade do cál­culo à bexiga, pode apa­re­cer uma von­tade aumen­tada e cons­tante de uri­nar (pola­ciú­ria) ou uma sen­sa­ção de ardên­cia ao uri­nar (disú­ria). Quando pedras são eli­mi­na­das na urina, mui­tas vezes o paci­ente pode ver a saída dos cálculos.


O que fazer em caso de desespero

  • Ir até o hos­pi­tal mais pró­ximo. É a solu­ção mais apro­pri­ada, uma vez que a auto­me­di­ca­ção é algo estu­pi­da­mente peri­goso se você for um jacú e não sabe ler bulas e, no caso de cóli­cas renais, ine­fi­ci­ente na mai­o­ria dos casos. Nos meus momen­tos de crise, não houve remé­dio que aju­dasse senão ser levado a um pronto-socorro e ter tomado Pro­fe­nid e Tra­mal na veia. O uso de Bus­co­pan via oral, para as dores abdo­mi­nais, ficou res­trito ape­nas a quando hou­ver dores cha­tas, porém supor­tá­veis, já que este remé­dio é uma bomba para o fígado e o dis­solve a uma por­ção de coa­lhada cor-de-rosa.
  • Água quente. Para alí­vio ime­di­ato, em alguns casos, tenha sem­pre em mãos uma bolsa de água quente. Alter­na­ti­va­mente, deixe a água do chu­veiro cair dire­ta­mente sobre a região da dor por alguns minu­tos. A água quente aju­dará a dila­tar os vasos sangüí­neos e a rela­xar os mús­cu­los, fazendo com que a pedra se sinta menos claus­tro­fó­bica e pare de recla­mar por alguns instantes.
  • Evite bebida gelada. Como você inte­li­gen­te­mente pode supôr, a bebida gelada faz o efeito con­trá­rio da bolsa de água quente, enclau­su­rando ainda mais a pedra e cau­sando mais dor que o neces­sá­rio. Ter tomado sor­vete foi o erro mais grave que cometi enquanto estava com a pedra no ureter.
  • Pelo amor de tudo que é mais sagrado, não beba suco de aba­caxi nem qual­quer outro líquido mais ácido, ou você irá gemer um dia inteiro. É sério.


Diag­nós­tico

A ultra-sonografia dos rins e vias uri­ná­rias, a radi­o­gra­fia sim­ples de abdome, a tomo­gra­fia com­pu­ta­do­ri­zada de abdome e a uro­gra­fia excre­tora são os exa­mes de ima­gem mais reco­men­da­dos para o diag­nós­tico de litíase renal. Todos estes exa­mes são sim­ples e rápi­dos, exceto pela uro­gra­fia excre­tora, que exige um dia inteiro de pre­pa­ra­ção. Você pas­sará por uma dieta rigo­rosa a base de sopa rala e laxan­tes para que, no dia seguinte, inje­tem con­traste em você para dar aquele realce na radi­o­gra­fia e sair bem lindão.

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Bele­zura!

Podem ser fei­tos exa­mes de san­gue e de urina para iden­ti­fi­car uma causa tra­tá­vel de cál­cu­los. Se você não tem nenhum sin­toma e você encon­tra um cál­culo em sua urina, guarde-o e leve à con­sulta para mostrá-lo a seu médico. Ele poderá enviá-lo para o labo­ra­tó­rio de aná­li­ses quí­mi­cas para ver sua com­po­si­ção. Caso con­trá­rio, guarde-a para você e faça um anel de bri­lhan­tes como pre­sente para a namo­rada, tenho cer­teza que ela irá adorar.


Tra­ta­mento

Em mui­tos casos, um cál­culo renal pequeno pode even­tu­al­mente ser eli­mi­nado pela urina por si só, espe­ci­al­mente se a pes­soa bebe bas­tante líquido. Sob pres­cri­ção médica, a pes­soa pode per­ma­ne­cer nor­mal­mente em casa, ali­vi­ando a dor com anal­gé­si­cos (Vol­ta­ren, Arco­xia, Pro­fe­nid, Fel­dene, etc) e anti­es­pas­mó­di­cos (Bus­co­pan). Se você não qui­ser per­ma­ne­cer em casa, pode ficar nas cal­ça­das do cen­tro da cidade se remo­endo de cóli­cas, enquanto pedes­tres jogam dinheiro em você.
Cál­cu­los de ácido úrico pode­rão ser tra­ta­dos cli­ni­ca­mente com grande inges­tão de água, alca­li­ni­zan­tes da urina e subs­tân­cias que inter­fe­rem na sua for­ma­ção. Já os cál­cu­los de cál­cio não dis­sol­vem dessa maneira. Bem, há quem diga que óleo de tere­ben­tina, a mesma subs­tân­cia usada em sol­ven­tes, as dis­solve. Os únicos remé­dios sobre os quais obtive infor­ma­ções são o Oleum Har­lemse Tell e Pedrim, ambos muito difí­ceis de serem encontrados.

Porém, se o cál­culo for muito grande, se a dor é insu­por­tá­vel ou se hou­ver infec­ção ou hemor­ra­gia sig­ni­fi­ca­ti­vas, pode ser neces­sá­rio remo­ver o cál­culo ou quebrá-lo em par­tes meno­res. Há várias opções para des­truir cál­cu­los alo­ja­dos nas vias urinárias:

  • Lito­trip­sia Extra­cor­pó­rea por Ondas de Cho­que (LECO) — Revo­lu­ci­o­nou o tra­ta­mento da litíase uri­ná­ria devido ao fato de ser pouco inva­siva, efi­caz e de baixa mor­bi­dade. As ondas de cho­que apli­ca­das aos cál­cu­los renais fra­tu­ram exter­na­mente em frag­men­tos meno­res devido a um fenô­meno cha­mado cavi­ta­ção. Os frag­men­tos são eli­mi­na­dos na urina. Não requer anes­te­sia, quando muito uma seda­ção, e é rea­li­zado no con­sul­tó­rio. Para cál­cu­los renais o índice de sucesso é de 80% e para os ure­te­rais é de 85%.
  • Lito­trip­sia Per­cu­tâ­nea por Ultra-som — Um ins­tru­mento seme­lhante a um tubo estreito é pas­sado por uma pequena inci­são nas cos­tas em dire­ção ao rim e ondas de ultra-som irão atin­gir os cál­cu­los e dividi-los em peque­nas par­tes. Os frag­men­tos dos cál­cu­los são então eli­mi­na­dos na urina.
  • Lito­trip­sia com Laser — Um feixe de laser separa os cál­cu­los no ure­ter para torná-los mais fáceis de serem eliminados.
  • Ure­tros­co­pia — Uma sonda endos­có­pica muito pequena é inse­rida na ure­tra e gui­ada até a bexiga. O cál­culo é frag­men­tado ou então é remo­vido inteiro depen­dendo do tamanho.

O método será esco­lhido de acordo com o local em que o cál­culo se encontra:

Rim

  • Lito­trip­sia por ondas de choque;
  • Lito­trip­sia Per­cu­tâ­nea — a ener­gia é apli­cada dire­ta­mente sobre o cál­culo atra­vés de um endos­có­pio que é inse­rido no rim;
  • Cirur­gia tra­di­ci­o­nal com incisão.

Ure­ter

  • Lito­trip­sia de ondas de choque;
  • Lito­trip­sia endoscópica;
  • Remo­ção endoscópica;
  • Cirur­gia tra­di­ci­o­nal com incisão.

Bexiga

  • Extra­ção Endos­có­pica ou litotripsia;
  • Cirur­gia tra­di­ci­o­nal com incisão.

É rara a neces­si­dade de cirur­gia para remo­ver cál­cu­los renais.

Após os cál­cu­los renais serem eli­mi­na­dos, é pos­sí­vel evi­tar que eles venham a se for­mar nova­mente com o uso de medi­ca­men­tos ou mudan­ças na dieta. Por exem­plo, medi­ca­men­tos como os diu­ré­ti­cos tia­zí­di­cos (Hidro­clo­ro­ti­a­zida) podem ser pres­cri­tos para algu­mas pes­soas com cál­cu­los renais com­pos­tos de cál­cio, enquanto algu­mas pes­soas com cál­cu­los de ácido úrico podem ser tra­ta­das com Alo­pu­ri­nol (Zyloric ®).


A quí­mica da litíase

Fonte: Nutri­ção e Litíase, Augusto Mene­zes da Silva; Maria Isa­bel T. D. Correia

Cál­cio

A grande mai­o­ria dos cál­cu­los renais são cons­ti­tuí­dos de cál­cio e oxa­lato. Entre­tanto a sua res­tri­ção die­té­tica não é acon­se­lhá­vel, na grande mai­o­ria dos casos, ao con­trá­rio do que se pra­ti­cava até recen­te­mente. A baixa inges­tão de cál­cio poderá favo­re­cer a for­ma­ção de cál­cu­los renais e man­ter as taxas de reci­diva tão aumen­ta­das como as rela­ta­das ante­ri­or­mente. A pro­vá­vel expli­ca­ção para este meca­nismo é con­seqüên­cia de que há na luz intes­ti­nal uma maior libe­ra­ção de oxa­lato para ser absor­vido. Esta maior absor­ção de oxa­lato leva­ria a uma maior excre­ção do mesmo, favo­re­cendo a super­sa­tu­ra­ção e a for­ma­ção de cris­tais de oxa­lato de cál­cio, iniciando-se assim toda a cas­cata fisi­o­pa­to­gê­nica da litíase renal. Na pre­sença de mai­o­res quan­ti­da­des de cál­cio, o oxa­lato se liga a este, e ambos são então excre­ta­dos pelas fezes. A baixa inges­tão de cál­cio causa tam­bém mai­o­res ris­cos de oste­o­pe­nia, uma vez que a excre­ção renal do cál­cio é man­tida, mesmo com bai­xos níveis deste nutri­ente e assim estes indi­ví­duos têm um balanço nega­tivo de cál­cio, além de apre­sen­ta­rem níveis ele­va­dos de calcitriol.

Sódio

A excre­ção uri­ná­ria aumen­tada de sódio se asso­cia com a ele­va­ção tam­bém de cál­cio uri­ná­rio, pro­va­vel­mente devido a uma com­pe­ti­ção na absor­ção entre esses mine­rais ao longo do túbulo renal. Inte­res­sante notar que Gold­farb suge­riu que indi­ví­duos com nefro­li­tíase são mais sen­sí­veis ao efeito hiper­cal­ciú­rico do sódio die­té­tico. Outro fator impor­tante é a rela­ção inversa entre fós­foro plas­má­tico e o sódio uri­ná­rio, ou seja a hiper­na­triú­ria se asso­cia a hipo­fos­fa­te­mia o que pode­ria levar a outros meca­nis­mos lito­gê­ni­cos, como aumento do cal­ci­triol plas­má­tico e con­se­quente hipercalciúria.

Potás­sio

Foi tam­bém obser­vado no tra­ba­lho de Curhan e cols., que o grupo de indi­ví­duos que inge­riu pouco potás­sio (2,8g/dia), o risco de desen­vol­ver cál­cu­los renais era sig­ni­fi­ca­ti­va­mente maior de que quando com­pa­rado ao grupo de homens que inge­riu muito potás­sio (4,1g/dia). Ao que parece a pre­sença de potás­sio dimi­nui­ria a excre­ção de cál­cio uri­ná­rio, além de que os ali­men­tos ricos neste mine­ral ten­dem a ser alca­li­nos, o que aumen­ta­ria o citrato urinário.

Oxa­lato

O oxa­lato uri­ná­rio parece ser mais impor­tante do que o cál­cio para a for­ma­ção de cál­cu­los, uma vez que peque­nos aumen­tos na con­cen­tra­ção de oxa­lato levam a satu­ra­ção uri­ná­ria e con­seqüente for­ma­ção de cris­tais, iniciando-se assim toda a cas­cata fisi­o­pa­to­gê­nica da nefrolitíase.

O oxa­lato pro­ve­ni­ente da dieta con­tri­bui com ape­nas 10 a 20% da excre­ção do oxa­lato uri­ná­rio. Para que possa ocor­rer hipe­ro­xa­lú­ria decor­rente da dieta, seria neces­sá­ria, na grande mai­o­ria das vezes, uma inges­tão exa­ge­rada de ali­men­tos muito ricos em oxa­lato, o que é raro na nossa popu­la­ção. É, no entanto, impor­tante correlacionar-se a inges­tão de oxa­lato com a sua excre­ção uri­ná­ria, antes de se defi­nir a ori­en­ta­ção nutri­ci­o­nal com res­tri­ção ou não de ali­men­tos ricos em oxalato.

Outro aspecto impor­tante do meta­bo­lismo do oxa­lato é a sua excre­ção aumen­tada na pre­sença de altas doses de vita­mina C. Nos dias de hoje, aonde parece haver uma ten­dên­cia ao uso exa­ge­rado de mega­do­ses de vita­mina C deve-se cha­mar a aten­ção para este fenô­meno, uma vez que 40% do oxa­lato uri­ná­rio se ori­gina do ascor­bato die­té­tico, sendo que 1 mg de oxa­lato é pro­du­zido a par­tir de 1 g de ascor­bato, 12 mg a par­tir de 4 mg e 68 mg a par­tir de 9 mg, respectivamente.

Mag­né­sio

Parece que o mag­né­sio inter­fere na for­ma­ção de cris­tais de oxa­lato de cál­cio atra­vés de um meca­nismo não conhecido.

Pro­teí­nas

Foi estu­dado um grupo de homens que inge­riu pequena quan­ti­dade de pro­teína ani­mal (50g/dia). Foi obser­vado que esta popu­la­ção apre­sen­tou um risco sig­ni­fi­ca­ti­va­mente menor de for­ma­ção de cál­cu­los quando com­pa­rado com o grupo que inge­riu uma quan­ti­dade maior de pro­teí­nas (77g/dia). Sabi­da­mente, a inges­tão de pro­teína irá cau­sar um aumento da massa renal, a carga de sul­fato fil­trado na urina irá aumen­tar e con­se­quen­te­mente se desen­volve uma aci­dose meta­bó­lica. O aumento da massa renal irá aumen­tar o cal­ci­triol plas­má­tico levando a um aumento da absor­ção intes­ti­nal de cál­cio com con­se­quente aumento da carga de cál­cio fil­trada e a hiper­cal­ciú­ria pós pran­dial. Por outro lado, o aumento da carga de sul­fato fil­trado na urina irá se adi­ci­o­nar com o cál­cio uri­ná­rio difi­cul­tando sua absor­ção tubu­lar levando con­se­quen­te­mente a hiper­cal­ciú­ria de jejum.

A aci­dose meta­bó­lica que se desen­volve cau­sará hipo­ci­tra­tú­ria, dimi­nui­ção da absor­ção tubu­lar de cál­cio levando a hiper­cal­ciú­ria em 24 horas. Além disso, a aci­dose meta­bó­lica levará a um qua­dro de oste­o­pe­nia por aumen­tar a reab­sor­ção óssea. O excesso de pro­teína ani­mal aumen­tará tam­bém a secre­ção de acido úrico uri­ná­rio. Dessa forma tere­mos vários fato­res que irão con­tri­buir para a for­ma­ção de cál­cu­los renais a saber: hiper­cal­ciú­ria, hipe­ru­ri­co­sú­ria e hipocitratúria.

Puri­nas

Quando ocorre um excesso die­té­tico das puri­nas, capaz de levar a hipe­ru­ri­co­sú­ria, isto poderá indu­zir a cris­ta­li­za­ção de cris­tais de urato ou mesmo de sais de cál­cio iniciando-se assim a for­ma­ção de cál­cu­los homo­gê­neos ou hete­ro­gê­neos. Vários estu­dos suge­rem que paci­en­tes hipe­ru­ri­co­sú­ri­cos apre­sen­tam uma inges­tão maior de car­nes, pei­xes e aves e que após a redu­ção des­tes ali­men­tos o estado de hipe­ru­ri­co­sú­ria desaparece.

Car­boi­dra­tos

Tem sido demons­trado que o con­sumo de car­boi­dra­tos, como a gli­cose, pode­ria ele­var a excre­ção uri­ná­ria de cál­cio e oxa­lato. O meca­nismo pelo qual este efeito se veri­fica ainda não está total­mente defi­nido. Acredita-se que o excesso de car­boi­dra­tos na ali­men­ta­ção dimi­nui­ria a absor­ção de fos­fato intes­ti­nal, levando a hipo­fos­fa­te­mia e con­seqüente aumento do cal­ci­triol plas­má­tico impli­cando em aumento da absor­ção intes­ti­nal de cál­cio e simul­tâ­neo aumento de absor­ção de oxa­lato. Parece, tam­bém, que os car­boi­dra­tos esti­mu­la­riam a sín­tese endó­gena de oxa­lato, que será pos­te­ri­or­mente, excre­tado na urina. Além do mais, mui­tos ali­men­tos ricos em car­boi­dra­tos são tam­bém ricos em oxalato.

Fibras vege­tais

A inges­tão de fibras no mundo oci­den­tal tem dimi­nuído pro­gres­si­va­mente. O seu papel na gênese da nefro­li­tíase parece ser via meta­bo­lismo do citrato, uma vez que existe uma cor­re­la­ção posi­tiva entre a baixa excre­ção de citrato e a baixa inges­tão de fibras. Uma outra pos­si­bi­li­dade seria de que as fibras se liga­riam ao cál­cio no trato gas­troin­tes­ti­nal, dimi­nuindo a absor­ção intes­ti­nal deste mine­ral e con­seqüente dimi­nui­ção da excre­ção renal. Alguns tra­ba­lhos têm mos­trado a direta cor­re­la­ção entre pre­va­lên­cia aumen­tada de litíase renal e baixa inges­tão de fibras.

Gor­du­ras

O exato meca­nismo pelo qual a inges­tão de gor­du­ras seria mais um dos fato­res lito­gê­ni­cos ainda parece obs­curo. Na rea­li­dade, o que se sabe é que aque­les indi­ví­duos que inge­rem grande quan­ti­dade de gor­du­ras são em geral con­su­mi­do­res de grande teo­res de pro­teí­nas. Simul­ta­ne­a­mente, con­so­mem tam­bém peque­nas quan­ti­da­des de fibras. No entanto, parece haver um meca­nismo direto entre a absor­ção de oxa­lato e de cál­cio e a pre­sença de gor­du­ras. A exces­siva inges­tão de gor­du­ras cau­sa­ria um aumento de ácidos gra­xos livres intes­ti­nais, estes se com­bi­na­riam com o cál­cio, dimi­nuindo assim a con­cen­tra­ção deste mine­ral na luz intes­ti­nal com con­seqüente dimi­nui­ção de sua dis­po­ni­bi­li­dade para se unir ao oxa­lato. Logo, have­ria um aumento de oxa­lato livre para ser absorvido.

Bebi­das

A inges­tão aumen­tada de líqui­dos parece ter uma cor­re­la­ção inversa com o risco de for­ma­ção de cál­cu­los renais, no entanto o assunto é ainda con­tro­verso. O tipo de bebida inge­rida parece tam­bém influ­en­ciar no meca­nismo litiá­sico. Assim sendo, um estudo caso-controle de 1985 suge­riu que o uso de bebi­das car­bo­na­das aumen­tou o risco de for­ma­ção de cál­cu­los. Este estudo foi pos­te­ri­or­mente cor­ro­bo­rado por um tra­ba­lho clí­nico ran­do­mi­zado aonde se demons­trou que a res­tri­ção à inges­tão des­tas bebi­das dimi­nuiu em 6,4% o índice de recor­rên­cia de epi­só­dios litiá­si­cos no grupo ori­en­tado a dimi­nuir o con­sumo. Sem dúvida alguma, exis­tem outros aspec­tos a serem ana­li­sa­dos e que podem ter inter­fe­rido nos resul­ta­dos, dos quais o fato que as bebi­das com cola pos­suem alto teor de oxa­lato. Assim , a dúvida é se todas as bebi­das car­bo­na­das inter­fe­rem no meca­nismo litiá­sico ou se ape­nas as com esta substância.

As bebi­das ricas em cafeína e as cer­ve­jas pare­cem ter um efeito pro­te­tor na gênese da litíase renal. Este esta­ria rela­ci­o­nado com o fato de que ambas inter­fe­rem com a ação do hormô­nio anti­diu­ré­tico no nefron dis­tal, resul­tando num fluxo uri­ná­rio aumen­tado e uma urina mais diluída.


Pre­ven­ção

Em geral, pode-se aju­dar a pre­ve­nir os cál­cu­los renais tomando bas­tante líquido e evi­tando a desi­dra­ta­ção. Isto dilui a urina e dimi­nui as chan­ces das subs­tân­cias quí­mi­cas se com­bi­na­rem e for­mar os cál­cu­los. A inges­tão de líqui­dos deve ser de dois a três litros por dia, o neces­sá­rio para uri­nar pelo menos dois litros por dia. O ideal é que essa inges­tão de líqui­dos seja homo­gê­nea durante as 24 horas.

Se o paci­ente apre­senta algum dis­túr­bio meta­bó­lico intes­ti­nal, inter­fe­rir na dieta, por exem­plo, pode ser uma boa solu­ção. Alguns fato­res die­té­ti­cos estão rela­ci­o­na­dos com a maior pro­du­ção de cál­cu­los renais (Low-sodium, low-animal pro­tein diet effec­tive in redu­cing kid­ney sto­nes).
Pes­qui­sei na Inter­net alguns ali­men­tos que aumen­tam os ris­cos de pedras nos rins. Não que eu queira ser o men­sa­geiro de pés­si­mas notí­cias, olhe lá, mas aposto que boa parte de tudo que está nesta lista você adora e ingere quase o tempo todo.
Cere­ais
Grãos ins­tan­tâ­neos (arroz ou fei­jão pré-prontos) — sódio
Amen­doim — sódio, oxa­lato
Fari­nha — fos­fato
Alguns deri­va­dos da soja — oxa­lato (Oxa­late and phy­tate of soy foods, AL-WAHSH Ismail A., HORNER Harry T., PALMER Reid G., REDDY Manju B.
, MASSEY Linda K.)
Petis­cos
Bola­chas sal­ga­das — sódio
Snacks em geral — sódio
Ali­men­tos Ins­tan­tâ­neos
Miojo — sódio
Lasa­nha con­ge­lada — sódio
Pizza con­ge­lada — fos­fato
Car­nes
Todas (ver­me­lha ou branca) — sódio, oxa­lato
Vege­tais e Fru­tas
Vege­tais pré-cozidos e sucos enla­ta­dos — sódio
Tomate (molho ou extrato) — sódio, oxa­lato
Fru­tas cris­ta­li­za­das
Amora — oxa­lato
Figo — oxa­lato
Kiwi — oxa­lato
Casca de limão e laranja — oxa­lato
Beter­raba — oxa­lato
Cenoura — oxa­lato
Chi­có­ria — oxa­lato
Esca­rola — oxa­lato
Oliva — oxa­lato
Batata — oxa­lato
Espi­na­fre — oxa­lato
Leite e Deri­va­dos
Leite Inte­gral — sódio
Quei­jos comuns — sódio, fos­fato
Óleos e Temperos

Gor­dura de porco — sódio
Molhos para sala­das — sódio
Pimen­tas pre­pa­ra­das comer­ci­al­mente — sódio, oxa­lato
Sobre­me­sas
Cho­co­la­tes — sódio, oxa­lato
Cho­co­late amargo — oxa­lato
Cho­co­late em pó — fos­fato, oxa­lato
Sor­ve­tes — fos­fato, oxa­lato
Mai­o­nese — fos­fato
Doces em geral — oxa­lato
Bebi­das
Água gasei­fi­cada — sódio
Refri­ge­ran­tes — sódio
Refri­ge­ran­tes a base de cola — sódio, fos­fato, oxa­lato
Cer­veja escura — oxa­lato
Chá preto — oxa­lato
Café ins­tan­tâ­neo (Ex.: Nes­café) — oxa­lato
Ovo­mal­tine — oxa­lato
Bebi­das a base de soja — oxa­lato
Con­di­men­tos
Sal de cozi­nha — sódio
Caldo de carne e ama­ci­an­tes — sódio
Molho tár­taro — sódio
Ket­chup — sódio, fos­fato
Vina­gre — sódio
Mos­tarda — sódio
Glu­ta­mato Mono­só­dico (Aji­no­moto) — sódio
Obvi­a­mente é quase impos­sí­vel evi­tar todos esses ali­men­tos, no máximo é pos­sí­vel dimi­nuir a inges­tão diá­ria deles. Por­tanto, a melhor saída ainda é se encher de água o tempo todo, ainda mais no calor, quando uri­na­mos menos por per­der muita água atra­vés da trans­pi­ra­ção.
Pode-se pre­ve­nir a for­ma­ção de cál­cu­los de oxa­lato de cál­cio inge­rindo leite des­na­tado e outros ali­men­tos ricos em cál­cio. Porém, con­su­mir suple­men­tos à base de cál­cio podem aumen­tar o risco de for­ma­ção dos cál­cu­los. O cál­cio na dieta liga-se ao oxa­lato den­tro dos intes­ti­nos e dimi­nui a quan­ti­dade de oxa­lato que entra no san­gue, com isso, há uma menor eli­mi­na­ção na urina.

Lei­tura recomendada

34360 em Guia Ilustrado da Vítima de Pedra nos RinsHome­o­pa­tia Sem Segre­dos, A

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Uma revi­sao sis­te­ma­tica dos conhe­ci­men­tos mais recen­tes e con­fi­a­veis sobre a home­o­pa­tia, feita para res­pon­der as duvi­das do povo bra­si­leiro sobre esta forma de tra­ta­mento cada vez mais popu­lar em nos­sos dias.

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Em Livre-se Facil­mente da Dor Crô­nica, o lei­tor encon­trará uma expli­ca­ção sim­ples de como tra­tar a dor crô­nica, jun­ta­mente com téc­ni­cas de auto­ca­pa­ci­ta­ção cla­ras, obje­ti­vas e efi­ci­en­tes para a redu­ção e mesmo a eli­mi­na­ção da dor. O prin­cí­pio nor­te­a­dor, nesse pro­grama de auto­cura da dor crô­nica, con­siste em desen­vol­ver maior cons­ci­ên­cia e sen­si­bi­li­dade com rela­ção ao corpo. Você pode mudar os seus hábi­tos diá­rios — e eli­mi­nar a dor — ado­tando as téc­ni­cas de per­cep­ção cor­po­ral que libe­ram a tensão.

21341948 4 em Guia Ilustrado da Vítima de Pedra nos RinsTéc­ni­cas Neu­ro­mus­cu­la­res Para Alí­vio da Dor

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O livro além de se des­ti­nar a fisi­o­te­ra­peu­tas, oste­o­pa­tas, qui­ro­prá­ti­cos e mas­sa­gis­tas tera­pêu­ti­cos, tam­bém apre­senta impor­tân­cia par­ti­cu­lar para qual­quer pro­fis­si­o­nal da área da saúde que tra­ba­lha no tra­ta­mento da dor, lesão espor­tiva e esti­ra­mento repe­ti­tivo. Aque­les que tra­tam de pes­soas pre­sas ao leito ou que sofrem de dor, apren­dem a uti­li­zar as TPAS rapi­da­mente, e podem ensi­nar a auto­a­pli­ca­ção dos méto­dos aos seus pacientes.

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Antes de entupir-se de remé­dios para dor, tenha em mente que nosso corpo é capaz de pro­du­zir anal­gé­si­cos natu­rais. Saiba tudo sobre a droga que seu orga­nismo é capaz de segre­gar e que é mais forte que a heroína ou a mor­fina. Os efei­tos dessa droga natu­ral des­co­berta recen­te­mente pela ciên­cia em seu dia-a-dia.

90091 em Guia Ilustrado da Vítima de Pedra nos RinsA Arte da Feli­ci­dade: um Manual para a Vida

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Quando tudo mais falhar, o que resta é dei­xar a mal­dita pedra de lado e ser feliz. Mas existe um manual para isso? Ao pes­qui­sar a medi­cina tibe­tana, o psi­qui­a­tra norte-americano Howard C. Cutler aca­bou conhe­cendo o Dalai Lama. Dos inú­me­ros encon­tros entre os dois, nas­ceu este livro que busca ori­en­tar o lei­tor no seu cami­nho rumo à feli­ci­dade. Recomendadíssimo.

Prog­nós­tico

Quando um cál­culo renal é retido no ure­ter, ele pode per­ma­ne­cer lá até ser remo­vido, ou even­tu­al­mente pode mover-se em dire­ção à bexiga e ser eli­mi­nado na urina sem “ajuda”. Pode levar horas, dias ou sema­nas para um cál­culo ser eli­mi­nado. Via de regra, os cál­cu­los meno­res têm mais chance de serem eli­mi­na­dos espon­ta­ne­a­mente. Os cál­cu­los mai­o­res per­ma­ne­ce­rão reti­dos no ure­ter, cau­sando obs­tru­ção do fluxo de urina, cau­sando dor, san­gra­mento e even­tu­al­mente infec­ção. As pes­soas que já tive­ram um cál­culo renal têm uma chance de 50% de desen­vol­ver um novo cál­culo nos pró­xi­mos 5 a 10 anos, mas os outros 50% que eli­mi­na­ram o cál­culo jamais terão um segundo.
Pedra no rim, você ainda vai ter uma.


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Saúde

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  1. Felipe
    August 9th, 2010 at 02:25 | #1

    Firefox 3.6.8.NETCLR3.5.30729 Windows XP

    Cara muito bom. to a algu­mas sema­nas com essa por­ca­ria den­tro de mim. nao to com as dores rela­ta­das. porem o medo de telas me tira o sono. a minha tah no ure­ter, parece pequena. sei lah. que medo. valeu pelas informacoes

  2. Celita
    August 15th, 2010 at 19:06 | #2

    Firefox 3.6.8 Windows 7

    ado­rei o jeito diver­tido que vc falou das dores…eu tenho 17 anos e tive 2 pedras o ano passado…uma no rim e outra no ureter..obs:a do rim tinha 1cm ape­sar de ser mulher as dores sao iguais foram tao insu­por­ta­veis q pas­sei 12 dias inter­na­das nao deu pra ficar em casa tive que fazer a Ure­tros­co­pia…pois nao é q a ben­tita vol­tou de novo..só de pen­sar nas dores eu ja choro..mas vlw pelas infor­ma­çoes bjos

  3. Andrea Lux
    August 19th, 2010 at 16:10 | #3

    MSIE 7.0 Windows XP

    Você é ótimo!
    Com seu texto ri muito das agrú­ras que sofre­mos com essas tais pedras!
    Para nós, mulhe­res, o pro­blema não é menor ou menos dolo­rido!
    Tenho cer­teza abso­luta que posso ter um time de fute­bol de filhos, que não sen­ti­rei 10% da dor que já senti por causa das pedras nos rins!!

  4. Sissy
    August 21st, 2010 at 11:12 | #4

    MSIE 8.0 Windows Vista

    Ado­rei sua maté­ria, pas­sei por tudo isso recen­te­mente, ainda estou com o tal duplo J que está me matando de ner­voso, não sei até quando fica­rei com isso, espero retirá-lo rápido. Estou tomando rios intei­ros de chás prá ver se a mal­dita sái de mim. Se vc tiver mais novi­da­des nos pre­sen­teie com elas. Ok? Para­béns pela matéria.

  5. August 23rd, 2010 at 11:06 | #5

    Firefox 3.6.8 Windows XP

    Ótima pos­ta­gem à res­peito de pedras no rins e com um toque de humor, dicas vali­o­sas estão des­cri­tas em seu artigo. Real­mente essas é umas das pio­res dores que alguém pode sen­tir, obri­gado por com­par­ti­lhar sua experiência.

  6. Denise
    August 23rd, 2010 at 14:13 | #6

    Firefox 3.6.8GTB7.1 Windows 7

    Exce­lente des­cri­ção, exce­len­tes recomendações…

    Deve­ria ser man­da­dos para os pronto-socorros e médi­cos, que mui­tas vezes não nos ori­en­tam e sofre­mos muito com isto.

    Super bem pes­qui­sado e interessante!

    Para­béns e obri­gada por todas as dicas!!!

  7. Mar­celo Gonzalez
    August 24th, 2010 at 19:49 | #7

    MSIE 8.0 Windows XP

    Gos­tei muito da des­cri­çao , estou a 5 Meses com este enco­modo,
    Pois tenho sofrido muito de dores , fis uma res­so­nan­cia e ela estava
    la com 1 x 1 Cm , estou tomando DISSOL , A um mes , É um medi­ca­mento
    natu­ral , ainda nao tive resul­tado.
    Muito obri­gado pela matéria!!!

  8. Djo­na­tan
    August 26th, 2010 at 01:51 | #8

    Chrome 5.0.375.127 Windows 7

    Cacete cara, eu tava pro­cu­rando pela dife­rença entre apen­di­cite e cal­culo renal, tu me deu cer­teza de que os médi­cos esta­vam cer­tos.
    Ja tive 2 ata­ques de cabrito rai­voso no pri­meiro um bus­co­pan na veia resol­veu. Na segunda bus­co­pan + tra­mal me dei­xou via­jando o dia inteiro.
    Dica, NÃO SAIAM DO MÉDICO SEM UM ANALGÉSICO FORTE, a dor vai vol­tar, tenham cer­teza…
    Me recei­ta­ram tra­ma­dol de 8 em 8hrs e a dor está sob con­trole. Fiz ultras­so­no­gra­fia e não enxer­ga­ram o cál­culo, supos­ta­mente estava no ure­ter, me pre­o­cu­pei que fosse apen­dice e che­guei aqui…
    Pró­ximo passo é a tomo­gra­fia com­pu­ta­do­ri­zada, achei que ia mijar essa mal­dita pedra hj, essa idéia de atu­rar isso mais dias me inco­moda demais.
    Voces nunca vão ouvir tan­tas his­tó­rias de pes­soas com o mesmo pro­blema quanto agora, prin­ci­pal­mente se vc ta urrando de dor.
    Pior que tenho jogo de rugby no fim de semana e não seria legal levar essa pedra pro campo.

  9. forte apa­che
    August 26th, 2010 at 22:32 | #9

    Chrome 5.0.375.127 Windows XP

    olá amigo eu gos­tei muito de seu depoi­mento muito bem sopre esta porra de petra no rin eu que­ria saber de vc amigo se conta a petra esta no camal da ureta ela pote sair sem dou ou mão

  10. Ismar Zan­doná
    September 3rd, 2010 at 13:17 | #10

    MSIE 8.0 Windows XP

    Nota 10 pra voce , des­cre­veu de maneira humo­ris­tica o que estou sen­tindo agora , estão falando de um pro­duto ali­men­tar de nome NQI as infor­ma­ções são boas , mas não con­se­gui ainda lugar para com­prar. Pra quem já teve uma pedra do tama­nho de uma azei­tona no ure­ter o que estou pas­sando é moleza , tive que fazer 2 litro­tri­pis­sias com mais de 12 mil tiros e saiu peda­ços de tama­nhos de fei­jões e com pon­tas . Mais uma vez nota 10 a máteria

  11. camila
    September 3rd, 2010 at 13:36 | #11

    MSIE 8.0 Windows 7

    ado­rei!!! essa sua forma de rela­tar a dor da pedra nos rins, foi uma come­dia… com essa dor que eu to ‚so assim pra me fazer ri:.) muito bom…

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