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Posts Tagged ‘astronomia’

Sinceridade

September 18th, 2009
sinceridade em Sinceridade

Porque nada é mais agra­dá­vel que incor­po­rar o Mas­ter of Obvi­ous logo ao amanhecer.

Fazia tempo que esta tiri­nha estava enga­tada, mas fiquei com uma pre­guiça ensur­de­ce­dora e não a fina­li­zei. Além disso, tive uma decep­ção auto-intelectual quando me fal­tou idéias enquanto ela­bo­rava uma tiri­nha onde o ED-209 e o HAL9000 dis­cu­tiam sobre reli­gião. Aí man­dei tudo para o raio que o parta e fui ler meu livro sobre jar­di­na­gem de guer­ri­lha nas horas vagas. Acre­di­tem, é emo­ci­o­nante saber como cons­truir bom­bas de semente e irri­ga­ções táti­cas. Per­dão pelo tempo pro­lon­gado sem tiri­nhas ou res­mun­gos no blog.

E por falar em sin­ce­ri­dade acima de tudo, fico humil­de­mente agra­de­cido pelas apro­xi­ma­da­mente 700 cli­ca­das no post em que pedi vossa ajuda. Sabe como é: vocês rochas (rocks)! Infe­liz­mente o post onde o resul­tado deste expe­ri­mento será usado está levando mais tempo do que eu espe­rava para ficar pronto, mas menos tempo do que o expe­ri­men­tado para pron­ta­mente desis­tir de esperar.

:)

Semana que vem, amigos.

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Fotos do local de pouso na Lua

July 22nd, 2009

Esta notí­cia é tão fan­tas­ti­ca­mente 100% abso­lu­ta­mente foda, que mere­ceu um post à parte. O sen­sor a bordo do Lunar Recon­nais­sance Orbi­ter cap­tou no dia 17/07/2009 ima­gens do local de pouso dos módu­los luna­res das mis­sões Apollo.

iog61k em Fotos do local de pouso na Lua

Uma pena, no entanto, que a reso­lu­ção das len­tes era menor do que o dese­já­vel. Mas essa é só a pri­meira bate­ria! Os arqui­ma­gos das agên­cias espa­ci­ais pro­me­tem que as pró­xi­mas fotos terão o dobro da reso­lu­ção! O que você vê na ima­gem acima é a metade infe­rior do módulo lunar, um peso morto que vale­ria mais a pena ser dei­xado para trás do que car­re­gado de volta para ser­vir de escri­va­ni­nha para o Aquaman.

w12z9l em Fotos do local de pouso na Lua

Arrepie-se até a nuca, jovem ove­lha, pois você faz parte de uma gera­ção que acaba de ver fotos de equi­pa­men­tos, um módulo lunar e até pega­das num corpo celeste há milha­res de quilô­me­tros daqui tira­das por ter­cei­ros, e não pelos pró­prios astro­nau­tas! Repare no nuance mais escuro no meio da foto, que liga o módulo a uma apa­re­lha­gem bri­lhante; isso é o ras­tro dei­xado pelos astronautas!

É difí­cil de expli­car, mas acre­dito que havia um desejo unâ­nime entre todos os fãs da Ciên­cia em vis­lum­brar fotos lon­gín­quas de um saté­lite natu­ral, tirado de seu tor­por secu­lar pelo pisar de boti­nas de chumbo fei­tas pelo homem (caramba, como isso foi bonito, agora). Não bas­tava ver as fotos tira­das pelos astro­nau­tas — pas­sou a ser tri­vial demais! O esquema foi cons­truir um foguete gigante para car­re­gar um saté­lite gigante que supor­tasse len­tes gigan­tes para que o mundo tes­te­mu­nhasse por si pró­prio o gigante feito. Ai, ai…

Veja o resto das fotos e um mapi­nha da Lua no site da NASA!

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Prova de que o homem pisou na Lua

July 19th, 2009

Teorias da cons­pi­ra­ção são legais, devo admi­tir. Tomei noção de que inven­tar lorota era gos­toso logo no pri­má­rio, espa­lhando pra mole­cada da 1ª B que um cometa iria se cho­car com a Terra — irô­nico, não acha? — e que engo­lir semente de laranja faria bro­tar uma árvore para fora das entra­nhas. As meni­nas sai­ram cho­rando e os meni­nos fica­ram sem ação, mas aposto que nenhum deles cai­ria no conto do “homem não pisou na Lua, lero lero”.

Muito diver­tido, tomei esporro da ins­pe­tora e tudo mais. Mas agora vamos tra­tar de Ciên­cia. Eis aqui a prova defi­ni­tiva de que o homem já foi à Lua:

vxywbs em Prova de que o homem pisou na Lua

Não a foto em si, jovem gafa­nhoto, mas o expe­ri­mento. Isso aí na foto é um refle­tor que foi dei­xado na Lua para que o Obser­va­tó­rio McDo­nald, no Texas, emi­tisse um feixe de laser cer­teiro no espe­lho e cap­tu­rasse o raio refle­tido, sendo capa­zes os cien­tis­tas de esti­mar o tempo decor­rido e con­seqüen­te­mente a dis­tân­cia entre noso­tros e São Jorge.

Where’s the catch? Bem, desde 1969 o obser­va­tó­rio em terra vem dis­pa­rando na fri­tân­cia con­tra esse cubo lunar bri­lhante e for­ne­cendo às agên­cias espa­ci­ais uma dis­tân­cia pre­cisa da Lua à Terra (leia mais aqui).
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“Ok tiop entaum pq ng fala desse artigo ja q ele eh prova defi­ni­tiva dq o homem ja foi ha lua heeeimmmm!!!1″

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i) Por­que a rea­li­dade não é polê­mica.
ii) Por­que não dá dinheiro.
iii) Por­que (ao con­trá­rio de moi), a mai­o­ria dos aca­dê­mi­cos dão de ombros e não sen­tem uma dor lan­ci­nante no pân­creas quando balela do reino da fan­ta­sia é trans­mi­tida mais rápido e em maior volume do que conhe­ci­mento do mundo real.
iv) Por­que tal­vez essa evi­dên­cia não seja tão à prova de cons­pi­ra­ções (ver o comen­tá­rio do Rodrigo, logo abaixo deste post).

Já em rela­ção às supos­tas evi­dên­cias de que o vídeo ori­gi­nal trans­mi­tido ao vivo era fake, acho que esse pedaço de docu­men­tá­rio deixa as coi­sas um pouco mais claras:

Lembra-se de quando o astro­nauta bra­si­leiro, Mar­cos Pon­tes, levou um punha­di­nho de fei­jões no algo­dão para o espaço a fim de expe­ri­ên­cias, e todo mundo o escu­la­chou? É de praxe toda a visita ao espaço — prin­ci­pal­mente na Lua — repro­du­zir expe­ri­men­tos que seriam impos­sí­veis na Terra, como esse, bolado por Gali­leu Galilei:

Devido ao quase vácuo da Lua, quando o astro­nauta solta simul­ta­ne­a­mente a pena e o mar­telo, ambas caem no chão quase ao mesmo tempo — um expe­ri­mento impos­sí­vel de se repro­du­zir na Terra, a menos que o vídeo tenha sido feito em um estú­dio com duzen­tas bom­bas de vácuo e com o set inteiro em queda livre, para simu­lar a baixa gravidade.

O homem pisou na Lua. Des­cul­pem, mas é a ver­dade. Pró­ximo post sobre des-conspirações: “Por que a União Sovié­tica nunca mos­trou seu Tesla Coil?”.

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Primeira estrela que vejo, realiza o meu desejo

March 6th, 2009
venus em Primeira estrela que vejo, realiza o meu desejo

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Via Láctea como você nunca viu

October 19th, 2008

Parece mais um scre­enshot de um MMORPG futu­rista ou uma ten­ta­tiva bas­tante habi­li­dosa de arte em com­pu­ta­ção grá­fica, mas a foto abaixo é real, tirada em alta expo­si­ção de den­tro de uma caverna (ter­rá­quea) no deserto de Utah, Esta­dos Unidos.

Via Láctea vista pela abertura de uma caverna em Utah, Estados Unidos
Cli­que na danada para ver melhor.

O que mais me cha­mou a aten­ção nesta foto foi o pla­neta Júpi­ter no lado esquerdo supe­rior, a imen­si­dão do diâ­me­tro do aglo­me­rado este­lar lei­toso de apro­xi­ma­da­mente 1.000 anos-luz e o gnomo nu dan­çando no canto infe­rior, mas que só os puros de cora­ção vêem (como no caso dos dis­cos voa­do­res de 14 de outu­bro).

A galá­xia em espi­ral, que não pode ser vista a olho nu, foi foto­gra­fada pelo fotó­grafo Wally Pacholka usando uma lente de 50mm e 30 segun­dos de expo­si­ção — tempo sufi­ci­ente para acu­mu­lar bas­tante bri­lho da Via Lác­tea em céu aberto, mas não o sufi­ci­ente para cap­tu­rar as estre­las se movendo.

A velo­ci­dade apa­rente das estre­las dimi­nui con­forme cresce a lati­tude do obser­va­dor. Para nós no Bra­sil, que esta­mos mais pró­xi­mos da linha do Equa­dor, 30 segun­dos de expo­si­ção é como foto­gra­far o céu de den­tro de um car­ros­sel. Tá, nem tanto, vai… mas 15 segun­dos de expo­si­ção já são sufi­ci­en­tes para obser­var movi­mento das estrelas.

Wally faz mimimi: “Pre­ci­sei diri­gir por mais de 800 milhas 5 vezes para con­se­guir essa foto. Tive que esca­lar duas milhas até a caverna e nova­mente à noite, me per­dendo toda vez que eu saía.” Bobo.

O lugar que o fotó­grafo esco­lheu fica a sudeste de Salt Lake City e estima-se ter 300 milhões de anos, havendo sido habi­tada por mui­tos povos indí­ge­nas, cujos indí­cios de per­ma­nên­cia na área ainda são evi­den­tes, como pin­tu­ras rupes­tres e las­cos de cerâ­mica. Acredita-se que o cír­culo de pedras na foto foi uti­li­zada por nati­vos ame­ri­ca­nos para cerimô­nias e par­ti­das de RPG por volta do ano 900 dC.

A ilu­mi­na­ção da caverna pro­veio da lua cres­cente, que foi o bas­tante para cla­rear aquela região pra­ti­ca­mente isenta de luzes arti­fi­ci­ais. Lin­deza pura.

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