A Terra é oca?
Introdução
Sugestão enviada pela Rachel, uma de nossas leitoras, o assunto que abordarei hoje ostenta o sabor crocante da conspiração e ocultismo; sabor talvez até mais acentuado que a controversa teoria sobre a existência do planeta X entitulado “Nibiru” ou “Hercólubus”, abordada há alguns meses neste mesmo sítio. Tratemos hoje sobre uma idéia que encantou a humanidade durante o período vitoriano, em forma de ficção científica, e que hoje retorna tomada de seriedade entre os círculos pseudo-científicos:
i) a de que nosso planeta é oco;
ii) de que existe um mundo intra-terreno habitado por espécies exóticas e inteligentes, e onde pensamos se localizar um núcleo planetário, na verdade, existe um sol suspenso;
iii) de que há duas passagens para o centro da Terra, localizadas uma em cada pólo magnético.

Imagem disponibilizada por um cara que diz ser das Plêiades, na constelação de Touro.
Vamos à parte cremosa da sabatina: demonstrações lógicas que vão contra a hipótese da Terra oca, cuja evidência mais contundente se baseia em suposta psicografia, canalizações alienígenas ou histórias para boi dormir de um suposto piloto de avião que atravessou um buraco gigante no Pólo Sul, conheceu o centro da Terra e voltou pra escrever seu livro (que se chama “A Terra Oca”, e ainda não tive a oportunidade de tê-lo em mãos).
Deixá-lo-ei pesquisar sobre o assunto mais profundamente e concluir por si mesmo se nosso planeta é ou não um grande Kinder Ovo. Mas para dar-lhe um empurrão, seguem aí alguns argumentos simples que sugerem a não-veracidade da hipótese da Terra oca.
Tese: nosso planeta é oco
Em questão de momento de inércia (representado por I), grandeza atribuída a corpos em rotação, quanto maior a concentração de massa em um corpo, mais rápido ele gira. Para cada forma geométrica, tem-se uma fórmula diferente para calcular o momento de inércia. Para nossa demonstração, utilizaremos duas configurações diferentes: a esfera maciça (para representar a Terra como a imaginamos atualmente) e a casca esférica (para representar a Terra oca).

Onde M e R são a massa e o raio do corpo, respectivamente. Sabemos precisamente a velocidade angular que nosso planeta gira (2pi rad/dia) e que na hipótese da Terra oca, nosso planeta deve girar com a mesma velocidade, ou nosso dia teria mais de 24 horas. Sendo , Me, Mc e R a massa da esfera maciça – ou seja, nosso planeta –, a massa da casca esférica e o raio de ambas, respectivamente, e sabendo que os momentos de inércia são necessariamente iguais, já que na hipótese da Terra oca, o dia também tem 24 horas, então

Note que para a hipótese da Terra oca, o planeta deveria possuir uma massa menor que a de uma esfera maciça de mesmo raio. Desse modo, a aceleração gravitacional da Terra seria três quintos do valor que conhecemos, ou seja, aproximadamente 6 m/s² ao invés de 10 m/s², segundo a fórmula newtoniana da gravitação universal:

Reduzindo a equação a um nível menos abiscoitado e trabalhando com o módulo do vetor força gravitacional, temos que

Esta provavelmente é a fórmula que você estudou com afinco (pfff…) no primeiro ano do ensino médio. Agora vamos à parte que interessa, que é calcular a aceleração gravitacional.

Se algum dia você quis saber como os cientistas descobriram a massa do planeta Terra, eis a sua resposta. Através dessa fórmula, basta você saber a aceleração gravitacional (aprox. 10 m/s²) e a massa da Terra é facilmente calculada, estimada em 5,97 x 10²⁴ kg)
Desta maneira, a aceleração gravitacional na superfície do planeta Terra, com massa Me (considerando o planeta como uma esfera maciça) e raio R, é dada por

De forma análoga, podemos calcular qual seria a aceleração gravitacional de uma Terra oca (casca esférica):

No entanto, sabemos que isto é falso, pois você mesmo é capaz de calcular grosseiramente a aceleração gravitacional do planeta: basta deixar um objeto cair em queda-livre e calcular tanto a distância que ele percorreu, quanto o tempo que levou até tocar o chão.
Conclusão: Se a Terra fosse oca, o planeta giraria mais rápido, e não é isso que observamos no dia-a-dia. Se ela gira na velocidade que conhecemos, sua massa seria necessariamente menor, para igualar-se ao momento de inércia de uma esfera maciça. No entanto, a aceleração gravitacional seria menor, e sabemos que isto também não acontece. Logo, a Terra não pode ser oca.
Tese: existe um mundo intra-terreno habitado por espécies exóticas e inteligentes, e onde pensamos se localizar um núcleo planetário, na verdade, existe um sol suspenso.
O próprio argumento que utilizei anteriormente, mostrando que é impossível a Terra ser oca, já seria suficiente para desbancar esta segunda tese – se a Terra não é oca, então não há seres exóticos e inteligentes morando lá, certo? Mas eu, que sou um homem do campo, acredito que roupa suja se lava em casa, que sobre leite derramado não se chora e que quanto mais pragmatismo, melhor.
O que lhe direi agora parecerá bastante contra-intuitivo, apesar de comum desde a época de Isaac Newton, portanto sente-se e preste atenção: no interior de cascas esféricas, a gravidade causada pela massa da casca é nula. “Eita, porra!”, pensou você alto. Sinta-se livre para discordar a princípio, mas este fato é real, comprovado em laboratório e sua demonstração matemática pode ser vista neste endereço (obs.: estudantes que ainda não tiveram contato com Cálculo Diferencial podem achar a demonstração deveras entediante).
Façamos agora o seguinte experimento mental: imagine que a vida tenha se desenvolvido no interior do planeta e que haja um sol suspenso em seu centro. Quando Júlio Verne escreveu sua obra-prima “Viagem ao Centro da Terra”, para fins de ficção científica ele deixou intencionalmente de lado o fato de que a massa do planeta não prenderia os seres ao chão, como acontece na superfície externa. A narrativa ficaria bastante alegórica, caso a história se passasse em gravidade zero. Mais um ponto que Verne deixou passar: a força gravitacional causada pelo sol suspenso faria com que os corpos no interior da Terra tendessem a “subir” até o centro. Eis minha contribuição artística para este fato inesquecível:

Portanto, se houvesse um sol no centro do planeta que servisse para aquecer os habitantes intra-terrenos, este tragaria tudo em seu raio de alcance, e para evitar essa situação desagradável, todos teriam de viver amarrados pela cintura ou agarrados em hortaliças.
Outro fator bastante desagradável para os partidários da Terra oca é que o sol no interior do planeta deve ter proporções diminutas, com seu diâmetro algumas vezes menor que o diâmetro da Terra. Uma estrela com tais proporções teria esgotado seu combustível há muito tempo, colapsando sobre si mesma e se tornando uma grande bolota flutuante de metal, fria e sem sentimentos (e também impossibilitando o desenvolvimento da vida no interior do planeta).
E o que dizer da tectônica de placas? Se não existe um manto derretido de minerais no núcleo do planeta para que as placas deslizem, como elas se locomovem? A teoria da Terra oca também falha em explicar, entre os fatos anteriores, o movimento dos continentes, a elevação de montanhas, o rifteamento geológico e a própria lava oriunda de atividade vulcânica – se o núcleo não existe no interior do planeta, de onde vem a lava dos vulcões? E as fontes termais nos fundos do oceano?
Conclusão: É improvável que exista uma “biosfera” rica em vida exótica e inteligente no interior do planeta. Se um dia existiu, ou foi tragada pela gravidade do sol intra-terreno, ou sucumbiu à morte da estrela há aproximadamente dois bilhões de anos. A ausência de um núcleo quente no planeta também inviabilizaria a tectônica de placas e a atividade vulcânica – a menos que estes façam parte de uma ilusão coletiva. Foi desconsiderado o fato de não haver noites e, conseqüentemente, haver super-aquecimento da atmosfera devido ao Efeito Estufa.
Tese: há duas passagens para o centro da Terra, localizadas uma em cada pólo magnético.
Eis um equívoco comum entre os que criam fantasias pseudo-científicas e têm a presença de espírito de envolver o Pólo Norte: aquela calota imensa no extremo norte não é um continente, mas apenas uma imensa porção de gelo que flutua pelo Mar Ártico. Então, como seria possível um túnel natural para o centro da Terra localizado no meio do oceano?
Conclusão: Se um dia existiram seres inteligentes no centro da Terra, eles já morreram afogados pela água dos oceanos que entrou pelo orifício localizado no norte magnético.
Mundo real ou fantasia?
Agora que expus minha opinião sobre o porquê de tais proposições serem naturalmente insustentáveis, desejo abordar um fato importante e muito preocupante em relação à nossa atual sociedade, que parece ainda não ter eclodido da casca fúnebre de obscuridão intelectual que vigorou durante milênios e teve seu clímax na alta idade média.
Perceba que em momento algum me direcionei à idéia de um planeta oco como teoria, mas sim como uma ficção estacionada entre o conto-de-fadas do Shrek e o delírio religioso. Uma teoria, stricto sensu, é um conhecimento especulativo, meramente racional, mas cujas leis são capazes de relacionar uma série de fenômenos.
A hipótese da Terra oca – um termo mais compatível – , embora não seja sustentada nem por leis especulativas, nem por demonstrações em laboratório, faz sucesso nas ciências marginais pelo aroma puro do secreto e misterioso que, por vezes, é muito mais convidativo e instigante que a verdade mundana, pois toca o imaginário popular com itens como alienígenas e conspirações governamentais. Mas é certo abrir mão de investigar a verdade, apenas porque ela parece menos divertida? Em uma passagem de “Círculo das Estações”, Edmund Way Teale diz:
”Moralmente é tão mau não querer saber se algo é verdade ou não, contanto que você se sinta bem, como o é não querer saber de onde vem seu dinheiro, contanto que ele esteja em suas mãos”.
Os fiéis à idéia da Terra oca não pedem por provas ou argumentos que confirmem sua veracidade, pelo contrário: contentam-se apenas em saber que existem comunidades no Orkut com outros participantes da mesma linha de pensamento, e ficam satisfeitos – pela impressão própria, diria aliviados. Vivemos em uma democracia que garante o direito de cada cidadão acreditar naquilo que lhe convém. Mas será saudável cultivar esse tipo de crença cega e negligente? O que garante que o mesmo cidadão que aceitou a idéia da Terra oca de braços abertos, amanhã não vote no primeiro candidato a governo que lhe prometa aquilo que quer ouvir? Quais seriam as implicações de um júri popular ser composto por indivíduos que prefiram acreditar em alegações, não nas que possuam as melhores evidências, mas naquelas que as cativem mais?
Uma ilustração para este problema é o incidente envolvendo uma brasileira no exterior, mais precisamente na Suíça, e que conseguiu a atenção da maioria dos telejornais brasileiros na época. A mulher, que vivia naquele país há alguns anos, alegava ter sido atacada por xenófobos, que lhe causaram, além dos cortes com mensagens visivelmente nacional-propagandistas, a interrupção de sua gravidez. Os cortes, feitos supostamente por estiletes, formavam a sigla de um dos grupos integralistas mais violentos do país. A polícia forense suíça levantou a hipótese de que a brasileira pudesse ter ferido a si mesma, pois os cortes eram precisos e simétricos demais para terem sido feitos em uma vítima que se debatia vigorosamente para salvar a criança em seu ventre, como testemunhou a própria. Além deste argumento, houve o teste médico que não indicou nenhum sinal de gravidez anterior ao ato violento.
No Brasil, um sentimento patriótico aflorou em boa parte da população, que havia abraçado sem contestações a causa da conterrânea e praguejava com fervor contra a Suíça, sua polícia, habitantes e sua maldita neutralidade. Os telejornais obviamente souberam explorar este nacionalismo infundado para angariar maiores audiências, enquanto os espectadores cada vez mais dividiam as dores da vítima – e não o foi porque a polícia suíça parecia estar errada; apenas um mero reflexo da falta de ceticismo e excesso de paixão pelo mais apelativo, feitios enraizados na mente popular.
Poucos dias depois, a brasileira confessou que tudo não passou de um golpe elaborado por si própria para conseguir indenização do governo estrangeiro. Ponto para o racionalismo forense, que impediu uma charlatã de conseguir o equivalente a 200 mil reais. Não estou a defender a descrença absoluta em uma hipótese, mas a investigação antes de tomar algum partido. Como Henri Poincaré disse em “A Ciência e a Hipótese”:
“Duvidar de tudo ou em tudo crer são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas, de refletir.”
Os cientistas não fazem parte de um clube restrito e sabem que eles não detém a verdade absoluta, e que a qualquer momento velhos paradigmas serão quebrados por teorias completamente novas. No entanto, a opinião popular é diferente a esse respeito, que pode ser resumida no comentário que ouvi de um colega da mesma faculdade:
”Os cientistas são orgulhosos, pedantes e ignoram qualquer visão inovadora, que seja diferente das deles. Até há pouco tempo, todos tinham certeza de que a Terra era plana e depois tiveram de dar o braço a torcer. Hoje, os cientistas continuam com a mesma mente fechada da Terra plana, parece que não aprenderam nada.”
Esta afirmação denuncia como a ciência não está integralmente à disposição de toda a população. O dono do comentário acima era, na época, um universitário com nível cultural bastante generoso e com diversos meios de informação à sua disposição. O que dizer então de um cidadão sem curso superior e cuja única fonte de informação é um canal aberto de televisão? Afinal, por que a visão exposta pelo universitário está equivocada?
Ao contrário do que pode parecer, o método científico como o conhecemos atualmente é uma novidade para o ser humano, pois nasceu há pouco mais de um século. Desde o berço da raça humana, todos os fenômenos naturais que não pudessem ser explicados eram atribuídos a elementos divinos: relâmpagos são jacarés de fogo que cruzam o céu; ataques epiléticos são possessões demoníacas; tsunamis são o castigo de Deus sobre um país pagão; deficiências congênitas são características de uma divindade encarnada; relâmpagos esféricos são discos-voadores; gases fluorescentes do pântano são fantasmas. A idéia de que a Terra era plana, o centro do Universo e de que o movimento das estrelas era conseqüência do grande motor que não se movia – leia-se o deus cristão – era justamente defendida pela Igreja Católica e encontrava grande aceitação entre a população. Os cientistas, que afirmavam o contrário e expunham evidências lógicas, eram apedrejados pelo povo, assassinados na fogueira por heresia ou confinados a prisão domiciliar perpétua.
A ciência não impõe obstáculos sobre novas teorias, tampouco menospreza novos pontos de vista, desde que façam algum sentido; ou seja, o proponente da teoria deve ter alguma maneira de demonstrar que ela não é pura fantasia. Portanto, se a suposta teoria da Terra oca carregasse consigo alguma prova de sua validade, que anulasse de forma precisa o que conhecemos até hoje sobre núcleos planetários, certamente seria recebida de páginas abertas.
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Só discordo com a parte de que você condena o universitário que fez o comentário. Não é impossível que uma parte da nossa ciência de hoje, mesmo que bem pequena, esteja errada. É apenas improvável.
Muito bom o texto. Rechaçou, com a lógica científica e expondo fatos, a fantasia que há por trás da Terra Oca. :)
@Luís
Acho que você não entendeu bem o que ele quis dizer, pois no parágrafo anterior eu escrevi exatamente o que você comentou: “Os cientistas não fazem parte de um clube restrito e sabem que eles não detém a verdade absoluta, e que a qualquer momento velhos paradigmas serão quebrados por teorias completamente novas.”
@Cafetron
Opa, foi mal então, erro de interpretação aqui.
@Luís
Tudo bem, mas isso configura em –10 pontos no Dia do Juízo Final.
@Cafetron
Se o juízio final for um outbreak zumbi, acho que eu consigo me virar.
É…
É, talvez não.
Faltou mencionar Arthur Gordon Pym.
Talvez seu amigo ache os cientistas pedantes, orgulhosos e resistentes à idéias novas porque já teve contato com alguns deles que se comportavam dessa maneira. Trabalho em um laboratório de pesquisa e uma parte considerável dos pesquisadores são bastante arrogantes, alguns nem respondem à um “bom dia” ou não conversam com o pessoal da manutenção ou segurança, e isso dá a impressão de que eles têm esse sentimento de superioridade em suas profissões também. Como uma pessoa que “se acha” tanto pode aceitar idéias novas, que contrariem às suas?
@Guilherme Gall
Mas esse comportamento é encontrável em qualquer local de trabalho que tenha algum tipo de hierarquia ou distinção profissional… e se houver físicos na jogada :(
@Cafetron
Concordo, já vi esse comportamento em vários locais. Mas a impressão que eu tenho é que na área acadêmica ele é bastante acentuado. E mais entre matemáticos do que entre físicos.
Se acham físicos e matemáticos arrogantes, é porque não convivem com médicos!
Existem, é claro, cientistas dispostos a quebrar paradgimas e revolucionar a ciência, mas raramente são encontrados. A maioria prefere viver em uma bolha onde são deuses do conhecimento, impondo a verdade através de seus títulos acadêmicos. É realmente difícil assumir seus erros, ainda mais se todos te colocam em um pedestal, como fazem com cientistas.
Cafetron 2×0 Teorias fantásticas
Eu tenho o livro da terra oca, e ele fala que quanto aos buracos nos polos isso se dá devido ao “fato” de que o centro gravitacional da terra não é um ponto(!!!) mas sim uma camada à +- 1000 km abaixo da terra onde se concentra a gravidade do planeta, assim uma pessoa no interior da terra não é atraida para o sol terrestre mas fica presa ao solo do lado interior do planeta.
E os buracos nos pólos não são visíveis por satélites por causa de algum efeito de reflexão na atmosfera que causa um tipo de miragem que dá a aparência de neve.
O livro diz também que as auroras polares são efeitos da luz do sol interno se refletindo na atmosfera.
Mas eu tenho algumas duvidas, se a gravidade puxasse as pessoas em direção ao solo no interior do planeta, se houvesse um incendio, formaria uma nuvem de fumaça que fica no centro do mundo? Poderiamos fazer uma tirolesa que vai de um lado ao outro do planeta? Haveria uma teoria que diz que há habitantes do outro lado do chão?
De qualquer jeito viver no interior do planeta não seria tão ruim pois se tivermos um telescópio, poderiamos espiar a nossa vizinha gostosa do outro lado do mundo :D
gostei muitao
=DDDD
Isso implicaria que eu nunca encontraria os herculóides.
Para quem não acredita na teoria da terra oca, repare no som familiar que um bate estacas faz ao bater no chão. Há uma frequência no fundo que lembra um tambor.
bravo.
Havia um cenário de campanha para o Dungeons & Dragons (não essa edição Warcraft-like, mas o antigão, de 1983) chamado Hollow World, com essa mesma história de um sol suspenso e passagens pelos pólos… Só conseguia encontrar lógica para isso no jogo.
Chefê, vc tinha falado do Nibiru um tempin atraiz, e a Globo passou na tv uma reportagem sobre ele!
disseram que quem tem algo estranho assim cientificamente poderia mandar para eles que eles farao uma repotagem desmentindo a crença…
que tal vc manufaturar um email pra eles sobre a terra oca hein?
“O que garante que o mesmo cidadão que aceitou a idéia da Terra oca de braços abertos, amanhã não vote no primeiro candidato a governo que lhe prometa aquilo que quer ouvir?”
Nada. E o que garante que um “culto” não vai votar no primeiro candidato que lhe prometa aquilo que quer ouvir: “temos um emprego pro seu filho”?
Acho que você confundiu as coisas. Ter fé em algo não significa necessariamente ser ignorante ou inculto. Apenas os “burros” acreditam no deus cristão?
@Haqqaton
Fala, rapaz! Faz tempo que não o vejo comentando por aqui :D
Desculpe-me, acho que não fui claro o suficiente. Não é uma questão de culto ou inculto. Existem pessoas ignorantes, mas com pensamento crítico muito bem lapidado. Mesmo que lhes falte o êxito, eles serão capazes de ponderar se uma informação é ludibriosa ou não; e esses, com certeza, não votarão sem pensar duas vezes. Isso, acredito eu, é o que importa.
A propósito, não entendi sua relação entre “burros” e o deus cristão.
@Cafetron
Ah, sim, está tudo claro agora. 8D
E minha relação “burros-deus cristão” não cabe aqui realmente; agora entendi o que você queria dizer. Falha minha.
Ainda me lembro do momento em que Lindenbrok chegou ao oceano interno e “leviatãs” lutaram… pena que cresci. Agora essa idéia de Terra Oca exige uma fé capaz de trasportar montes :)
Bom post e bom blog Cafetron. Comento pouco mas tô sempre aqui.
Até.
Agora sim li tudo. Perfeito, man. Perfeito. Carl Sagan ficaria orgulhoso.
muito bom ter relacionado o fato de que a falta de procura por evidências tornam as pessoas menos questionadoras e menos filosóficas até.
Certo também de que tais pessoas de alguma maneira possam assumir um cargo de poder importante no sistema social, e acabarem por fazer uma porrada de titicas por lá, e que iria se refletir, claro, em quem? (pe0ple!)
então gente, além de conhecer fatos, vamos procurar e conhecer evidências!
Confesso que agora não sei quem está mentindo. Olhem esse link:
http://www.umanovaera.com/terra_oca.htm
Existem mistérios nesse mundo que a ciência não consegue explicar e nem eu.
Gente! nós não podemos acreditar em uma ciência que diz que não sabe como o universo funciona. O universo é formado por mais de 70% de energia e matéria escura que a ciência não sabe como funciona. Com certeza essa energia e matéria escura tem relação com a gravidade, por isso ainda não podemos nos prender a números sobre a teoria da gravidade.
Eu acredito em ETs, mas só vou acreditar que existe vida alienígina no interior da Terra se eu ver com meus próprios olho. Agora com certeza existe algo estranho em Marte habitando o subsolo do planeta, olhem aqueles tubos transparentes que a NASA fotografou lá.
Voce, na sua demonstração cometeu um grave erro: supor que o nº de horas do dia da terra como oco, seria igual ao nº de horas do dia da terra como maciça. Não sei se voce já percebe que “os dias estão passando muito rápido”.É por aí meu fi. Neste espaço a matemática é outra.
“Talvez” o enunciado não seja que a terra “é oca”. Mas que “esteja ficando cada vez mais oca”.
Mais: esta nossa aceleração da gravidade, que adotamos para uma terra maciça, não é para uma terra “oca”? Porque partimos do pressuposto, e usamos parâmetros de uma terra maciça, estes parâmetros não seriam de uma terra oca?
Muitas de nossas “verdades científicas, são verdades dentro do método científico” e fora dele?
Refaça as suas equações, supondo que a adotada aceleração da gravidade, 9,8m/s2, não é de uma terra maciça mas de uma terra “oca”. Viu o resultado ?
Os demais questionamentos são facilmentes explicados.
@everaldo
Muito bem observado. Eu parti do pressuposto — e do senso comum — de que a Terra já é maciça. Minha demonstração é uma cobra que morde o próprio rabo. Obrigado pelo toque!
E que tal essa aqui? Pensei agora, ó:
Sabemos a massa da Terra e sabemos seu volume. Considemos que a Terra seja oca com uma casca, sei lá, de 100km de espessura (bastante vantagem pra você, já que o maior chute que já ouvi foi de 50km). A densidade resultante seria de 119000 kg/m³, sendo que o material mais denso existente* é o ósmio 22000 km/m³. Dessa forma, ou a terra do seu jardim é feita de puro ósmio (não é) 600% compactado por uma força inexplicável (muito menos), ou, quem sabe, talvez a Terra não seja oca.
* = (não considerando corpos celestiais “diferentes” como buracos negros e estrelas de neutrons).
Voce comete o mesmo erro no cálculo da massa da terra como “maciça” e ela é “oca”, lembre-se sempre disto. È o seguinte, se transforme num “oco”,possivelemnte ganhará um prêmio nobel de física, pois todos cálculos dos físicos, inclusive Einstein, terão que ser revistos. As verdades da ciência, são verdades “pontos de vista”. Um sistema que movimente à velocidade da luz, nunca terá noção da partícula que lhe deu origem, ele não existe, pois a particula que lhe deu orígem, para ele, não existe, ele jamais fara conjecturas sobre o que não existe,e morrerá ignorante como nunca nasceu …e por aí vai…
…repito, se transforme num “oco”, depois de alguns cálculos, duvido que voce ache que a terra é maciça. Duvidêódó. Quando ganhar o nobel, espero que não esqueça de me citar, não faça como Einstein que se esqueceu daquêle frances que foi o verdadeiro formulador de suas teorias.
Ah! Sim! Veja sempre a terra como o “centro do universo”.
@everaldo
Você não me entendeu agora. Ao contrário do momento de inércia, a massa da Terra nós sabemos e chegamos a um acordo. O raio da terra também. Logo, só podemos chegar a dois resultados nessa história: uma densidade com a terra maciça, e um com a oca. E eu te mostrei que pegando essa massa toda e concentrando numa casca fina, você teria um planeta feito de material 6x mais denso que ósmio (o que é impossível — para um planeta).
Mas obrigado, verei a terra como o centro do universo.
Sabemos, considerando a terra maciça, oca teremos outro valor. Continua pensando, voce ainda não se tornou um “ôco”.
Densidade é uma coisa massa é outra.
Uma dica: usando-se a lei da gravitação para calcular sua massa, da terra, como oca, o centro de gravidade não esta no centro da terra. Em todo o espaço oco teremos um equilíbrio de forças com resultante nula. È por aí…Aproveita esta oportunidade para conseguir o seu nobel.
Assistam a essas duas palestras:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=99E834A3780441A1
http://www.youtube.com/view_play_list?p=F8D9855E3142147E
Na primeira, apesar do cara parecer meio louco porque ele diz que mantém ou mantinha contato com seres de Andrômeda, vale a pena assistir porque ele fala coisas interessantes sobre a Lua, a gravidade e os planetas ocos.
A segunda é com o físico Nassim Haramein, o cara vem desde a infância tentando entender o universo e fala muita coisa sobre a gravidade, excelente palestra.
.….…???
Bom, apenas tentei ajudar. Mas como eu me divirto com esses caras na Net.
Acabou, tava ficando muito bom o debate..
Bom, o massa do sol atrai a massa da terra…
como eh possível uma terra oca atrair a lua?
Concordo em muitas coisas no comentario que fez aqui Cafetron, mas acredito que tanto no caso da terra oca quanto na questao da, digamos, indole que encontramos no meio cisntifico, estas sendo um pouco romântico.
Lógico que levadas ao pé da letra, os falatorios sobre uma civilização subterranea parece absurda, mas se estuda a casuistica e os fatos, aos pouco vai fazendo algum sentido, assim como nosso querido chupa cabras…
o meio cientifico, infelizmente, esta permeado de arrogancia, oportunismo, ceticismo ruim e evangelização… todos os meios e formas…existem muitos cientos serios e apaixonadas, graças a Dannu, mas não da pra negar que tudo gira em torno do seu nome numa tese, numa publicação e num tapinha nas costas do reitor mais proximo…
abraços
Saudações.
Gostei do que li,pois são poucos os que percebem realmente do assunto.
As minhas duvidas são:
Pelo que se diz, as entradas nos polos para o mundo interior têm um angulo de 10 a 15º o que faz com que quem la tiver a navegar não se aperceba que está realmente a entar no interior do planeta.
Essas entradas vão ter a outros oceanos interiores que por sua vez possuem ‚tal como na superficie, continentes e suas costas.
E se a terra for oca a 1600km da superficie tendo uma espessura de atmosfera de aproximadamente outros 1600km e a partir dai passa a ser maçiça.?
Consegue explicar porque não? obrigado?
Consegue explicar a falsidade disto?
Quando o primeiro cara disse que a terra não era plana, lembram o que aconteceu? Ainda hoje existem pessoas (!!!!!) que acreditam que a terra é plana. Eu conheço algumas. Portanto não é de se admirar que exista quem acredite que ela não é oca. Ou que ache que apenas nosso planetinha é habitado.
oh! gente, Pára com isso. Vai lá confirmar. Pega um “puta” dum aviãozão, sai do norte do Alaska, marca um tempo para chegar em cabo norte na Noruega. Se não chegar lá é porque vc chegou noutro lugar, aí então pode ser que vc esteja no interior dessa nossa “terra oca”. Fácil né!
Eu concordo que a teoria da terra oca parece absurda, particularmente não acredito, mas tenho a mente aberta para idéias novas, desde que tenham lógica e não sejam apenas um lugar comum de especulções sem nenhum embasamento.
Com relação ao meio científico em alguns casos ele tem idéias próprias que não quer mudar, e se recusa a se abrir a novas idéias.
Nem tudo que existe pode ser comprovado cientificamente.
O grande gênio Albert Einsten no início foi contestado. E foi ele quem disse ou repetiu. ” É necessário crer para ver.”