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A Terra é oca?

Intro­du­ção

Suges­tão envi­ada pela Rachel, uma de nos­sas lei­to­ras, o assunto que abor­da­rei hoje ostenta o sabor cro­cante da cons­pi­ra­ção e ocul­tismo; sabor tal­vez até mais acen­tu­ado que a con­tro­versa teo­ria sobre a exis­tên­cia do pla­neta X enti­tu­lado “Nibiru” ou “Her­có­lu­bus”, abor­dada há alguns meses neste mesmo sítio. Tra­te­mos hoje sobre uma idéia que encan­tou a huma­ni­dade durante o período vito­ri­ano, em forma de fic­ção cien­tí­fica, e que hoje retorna tomada de seri­e­dade entre os cír­cu­los pseudo-científicos:

i) a de que nosso pla­neta é oco;
ii) de que existe um mundo intra-terreno habi­tado por espé­cies exó­ti­cas e inte­li­gen­tes, e onde pen­sa­mos se loca­li­zar um núcleo pla­ne­tá­rio, na ver­dade, existe um sol sus­penso;
iii) de que há duas pas­sa­gens para o cen­tro da Terra, loca­li­za­das uma em cada pólo magnético.

hollow earth em A Terra é oca?
Ima­gem dis­po­ni­bi­li­zada por um cara que diz ser das Plêi­a­des, na cons­te­la­ção de Touro.

Vamos à parte cre­mosa da saba­tina: demons­tra­ções lógi­cas que vão con­tra a hipó­tese da Terra oca, cuja evi­dên­cia mais con­tun­dente se baseia em suposta psi­co­gra­fia, cana­li­za­ções ali­e­ní­ge­nas ou his­tó­rias para boi dor­mir de um suposto piloto de avião que atra­ves­sou um buraco gigante no Pólo Sul, conhe­ceu o cen­tro da Terra e vol­tou pra escre­ver seu livro (que se chama “A Terra Oca”, e ainda não tive a opor­tu­ni­dade de tê-lo em mãos). 

Deixá-lo-ei pes­qui­sar sobre o assunto mais pro­fun­da­mente e con­cluir por si mesmo se nosso pla­neta é ou não um grande Kin­der Ovo. Mas para dar-lhe um empur­rão, seguem aí alguns argu­men­tos sim­ples que suge­rem a não-veracidade da hipó­tese da Terra oca.

Tese: nosso pla­neta é oco

Em ques­tão de momento de inér­cia (repre­sen­tado por I), gran­deza atri­buída a cor­pos em rota­ção, quanto maior a con­cen­tra­ção de massa em um corpo, mais rápido ele gira. Para cada forma geo­mé­trica, tem-se uma fór­mula dife­rente para cal­cu­lar o momento de inér­cia. Para nossa demons­tra­ção, uti­li­za­re­mos duas con­fi­gu­ra­ções dife­ren­tes: a esfera maciça (para repre­sen­tar a Terra como a ima­gi­na­mos atu­al­mente) e a casca esfé­rica (para repre­sen­tar a Terra oca).

esferacasca em A Terra é oca?
formula1 em A Terra é oca?

Onde M e R são a massa e o raio do corpo, res­pec­ti­va­mente. Sabe­mos pre­ci­sa­mente a velo­ci­dade angu­lar que nosso pla­neta gira (2pi rad/dia) e que na hipó­tese da Terra oca, nosso pla­neta deve girar com a mesma velo­ci­dade, ou nosso dia teria mais de 24 horas. Sendo , Me, Mc e R a massa da esfera maciça – ou seja, nosso pla­neta –, a massa da casca esfé­rica e o raio de ambas, res­pec­ti­va­mente, e sabendo que os momen­tos de inér­cia são neces­sa­ri­a­mente iguais, já que na hipó­tese da Terra oca, o dia tam­bém tem 24 horas, então

formula2 em A Terra é oca?

Note que para a hipó­tese da Terra oca, o pla­neta deve­ria pos­suir uma massa menor que a de uma esfera maciça de mesmo raio. Desse modo, a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal da Terra seria três quin­tos do valor que conhe­ce­mos, ou seja, apro­xi­ma­da­mente 6 m/s² ao invés de 10 m/s², segundo a fór­mula new­to­ni­ana da gra­vi­ta­ção universal:

formula3 em A Terra é oca?

Redu­zindo a equa­ção a um nível menos abis­coi­tado e tra­ba­lhando com o módulo do vetor força gra­vi­ta­ci­o­nal, temos que

formula4 em A Terra é oca?

Esta pro­va­vel­mente é a fór­mula que você estu­dou com afinco (pfff…) no pri­meiro ano do ensino médio. Agora vamos à parte que inte­ressa, que é cal­cu­lar a ace­le­ra­ção gravitacional.

formula5 em A Terra é oca?
DICA
Se algum dia você quis saber como os cien­tis­tas des­co­bri­ram a massa do pla­neta Terra, eis a sua res­posta. Atra­vés dessa fór­mula, basta você saber a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal (aprox. 10 m/s²) e a massa da Terra é facil­mente cal­cu­lada, esti­mada em 5,97 x 10²⁴ kg)

Desta maneira, a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal na super­fí­cie do pla­neta Terra, com massa Me (con­si­de­rando o pla­neta como uma esfera maciça) e raio R, é dada por

formula6 em A Terra é oca?

De forma aná­loga, pode­mos cal­cu­lar qual seria a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal de uma Terra oca (casca esférica):

formula7 em A Terra é oca?

No entanto, sabe­mos que isto é falso, pois você mesmo é capaz de cal­cu­lar gros­sei­ra­mente a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal do pla­neta: basta dei­xar um objeto cair em queda-livre e cal­cu­lar tanto a dis­tân­cia que ele per­cor­reu, quanto o tempo que levou até tocar o chão.

Con­clu­são: Se a Terra fosse oca, o pla­neta gira­ria mais rápido, e não é isso que obser­va­mos no dia-a-dia. Se ela gira na velo­ci­dade que conhe­ce­mos, sua massa seria neces­sa­ri­a­mente menor, para igualar-se ao momento de inér­cia de uma esfera maciça. No entanto, a ace­le­ra­ção gra­vi­ta­ci­o­nal seria menor, e sabe­mos que isto tam­bém não acon­tece. Logo, a Terra não pode ser oca.

Tese: existe um mundo intra-terreno habi­tado por espé­cies exó­ti­cas e inte­li­gen­tes, e onde pen­sa­mos se loca­li­zar um núcleo pla­ne­tá­rio, na ver­dade, existe um sol suspenso.

O pró­prio argu­mento que uti­li­zei ante­ri­or­mente, mos­trando que é impos­sí­vel a Terra ser oca, já seria sufi­ci­ente para des­ban­car esta segunda tese – se a Terra não é oca, então não há seres exó­ti­cos e inte­li­gen­tes morando lá, certo? Mas eu, que sou um homem do campo, acre­dito que roupa suja se lava em casa, que sobre leite der­ra­mado não se chora e que quanto mais prag­ma­tismo, melhor. 

O que lhe direi agora pare­cerá bas­tante contra-intuitivo, ape­sar de comum desde a época de Isaac New­ton, por­tanto sente-se e preste aten­ção: no inte­rior de cas­cas esfé­ri­cas, a gra­vi­dade cau­sada pela massa da casca é nula. “Eita, porra!”, pen­sou você alto. Sinta-se livre para dis­cor­dar a prin­cí­pio, mas este fato é real, com­pro­vado em labo­ra­tó­rio e sua demons­tra­ção mate­má­tica pode ser vista neste ende­reço (obs.: estu­dan­tes que ainda não tive­ram con­tato com Cál­culo Dife­ren­cial podem achar a demons­tra­ção deve­ras entediante).

Faça­mos agora o seguinte expe­ri­mento men­tal: ima­gine que a vida tenha se desen­vol­vido no inte­rior do pla­neta e que haja um sol sus­penso em seu cen­tro. Quando Júlio Verne escre­veu sua obra-prima “Via­gem ao Cen­tro da Terra”, para fins de fic­ção cien­tí­fica ele dei­xou inten­ci­o­nal­mente de lado o fato de que a massa do pla­neta não pren­de­ria os seres ao chão, como acon­tece na super­fí­cie externa. A nar­ra­tiva fica­ria bas­tante ale­gó­rica, caso a his­tó­ria se pas­sasse em gra­vi­dade zero. Mais um ponto que Verne dei­xou pas­sar: a força gra­vi­ta­ci­o­nal cau­sada pelo sol sus­penso faria com que os cor­pos no inte­rior da Terra ten­des­sem a “subir” até o cen­tro. Eis minha con­tri­bui­ção artís­tica para este fato inesquecível:

intrasol em A Terra é oca?

Por­tanto, se hou­vesse um sol no cen­tro do pla­neta que ser­visse para aque­cer os habi­tan­tes intra-terrenos, este tra­ga­ria tudo em seu raio de alcance, e para evi­tar essa situ­a­ção desa­gra­dá­vel, todos teriam de viver amar­ra­dos pela cin­tura ou agar­ra­dos em hortaliças.

Outro fator bas­tante desa­gra­dá­vel para os par­ti­dá­rios da Terra oca é que o sol no inte­rior do pla­neta deve ter pro­por­ções dimi­nu­tas, com seu diâ­me­tro algu­mas vezes menor que o diâ­me­tro da Terra. Uma estrela com tais pro­por­ções teria esgo­tado seu com­bus­tí­vel há muito tempo, colap­sando sobre si mesma e se tor­nando uma grande bolota flu­tu­ante de metal, fria e sem sen­ti­men­tos (e tam­bém impos­si­bi­li­tando o desen­vol­vi­mento da vida no inte­rior do planeta).

E o que dizer da tectô­nica de pla­cas? Se não existe um manto der­re­tido de mine­rais no núcleo do pla­neta para que as pla­cas des­li­zem, como elas se loco­mo­vem? A teo­ria da Terra oca tam­bém falha em expli­car, entre os fatos ante­ri­o­res, o movi­mento dos con­ti­nen­tes, a ele­va­ção de mon­ta­nhas, o rif­te­a­mento geo­ló­gico e a pró­pria lava oriunda de ati­vi­dade vul­câ­nica – se o núcleo não existe no inte­rior do pla­neta, de onde vem a lava dos vul­cões? E as fon­tes ter­mais nos fun­dos do oceano?

Con­clu­são: É impro­vá­vel que exista uma “bios­fera” rica em vida exó­tica e inte­li­gente no inte­rior do pla­neta. Se um dia exis­tiu, ou foi tra­gada pela gra­vi­dade do sol intra-terreno, ou sucum­biu à morte da estrela há apro­xi­ma­da­mente dois bilhões de anos. A ausên­cia de um núcleo quente no pla­neta tam­bém invi­a­bi­li­za­ria a tectô­nica de pla­cas e a ati­vi­dade vul­câ­nica – a menos que estes façam parte de uma ilu­são cole­tiva. Foi des­con­si­de­rado o fato de não haver noi­tes e, con­seqüen­te­mente, haver super-aquecimento da atmos­fera devido ao Efeito Estufa.

Tese: há duas pas­sa­gens para o cen­tro da Terra, loca­li­za­das uma em cada pólo magnético.

Eis um equí­voco comum entre os que criam fan­ta­sias pseudo-científicas e têm a pre­sença de espí­rito de envol­ver o Pólo Norte: aquela calota imensa no extremo norte não é um con­ti­nente, mas ape­nas uma imensa por­ção de gelo que flu­tua pelo Mar Ártico. Então, como seria pos­sí­vel um túnel natu­ral para o cen­tro da Terra loca­li­zado no meio do oceano?

Con­clu­são: Se um dia exis­ti­ram seres inte­li­gen­tes no cen­tro da Terra, eles já mor­re­ram afo­ga­dos pela água dos oce­a­nos que entrou pelo ori­fí­cio loca­li­zado no norte magnético.

Mundo real ou fantasia?

Agora que expus minha opi­nião sobre o porquê de tais pro­po­si­ções serem natu­ral­mente insus­ten­tá­veis, desejo abor­dar um fato impor­tante e muito pre­o­cu­pante em rela­ção à nossa atual soci­e­dade, que parece ainda não ter eclo­dido da casca fúne­bre de obs­cu­ri­dão inte­lec­tual que vigo­rou durante milê­nios e teve seu clí­max na alta idade média.

Per­ceba que em momento algum me dire­ci­o­nei à idéia de um pla­neta oco como teo­ria, mas sim como uma fic­ção esta­ci­o­nada entre o conto-de-fadas do Shrek e o delí­rio reli­gi­oso. Uma teo­ria, stricto sensu, é um conhe­ci­mento espe­cu­la­tivo, mera­mente raci­o­nal, mas cujas leis são capa­zes de rela­ci­o­nar uma série de fenômenos. 

A hipó­tese da Terra oca – um termo mais com­pa­tí­vel – , embora não seja sus­ten­tada nem por leis espe­cu­la­ti­vas, nem por demons­tra­ções em labo­ra­tó­rio, faz sucesso nas ciên­cias mar­gi­nais pelo aroma puro do secreto e mis­te­ri­oso que, por vezes, é muito mais con­vi­da­tivo e ins­ti­gante que a ver­dade mun­dana, pois toca o ima­gi­ná­rio popu­lar com itens como ali­e­ní­ge­nas e cons­pi­ra­ções gover­na­men­tais. Mas é certo abrir mão de inves­ti­gar a ver­dade, ape­nas por­que ela parece menos diver­tida? Em uma pas­sa­gem de “Cír­culo das Esta­ções”, Edmund Way Teale diz:

”Moral­mente é tão mau não que­rer saber se algo é ver­dade ou não, con­tanto que você se sinta bem, como o é não que­rer saber de onde vem seu dinheiro, con­tanto que ele esteja em suas mãos”.

Os fiéis à idéia da Terra oca não pedem por pro­vas ou argu­men­tos que con­fir­mem sua vera­ci­dade, pelo con­trá­rio: contentam-se ape­nas em saber que exis­tem comu­ni­da­des no Orkut com outros par­ti­ci­pan­tes da mesma linha de pen­sa­mento, e ficam satis­fei­tos – pela impres­são pró­pria, diria ali­vi­a­dos. Vive­mos em uma demo­cra­cia que garante o direito de cada cida­dão acre­di­tar naquilo que lhe con­vém. Mas será sau­dá­vel cul­ti­var esse tipo de crença cega e negli­gente? O que garante que o mesmo cida­dão que acei­tou a idéia da Terra oca de bra­ços aber­tos, ama­nhã não vote no pri­meiro can­di­dato a governo que lhe pro­meta aquilo que quer ouvir? Quais seriam as impli­ca­ções de um júri popu­lar ser com­posto por indi­ví­duos que pre­fi­ram acre­di­tar em ale­ga­ções, não nas que pos­suam as melho­res evi­dên­cias, mas naque­las que as cati­vem mais?

Uma ilus­tra­ção para este pro­blema é o inci­dente envol­vendo uma bra­si­leira no exte­rior, mais pre­ci­sa­mente na Suíça, e que con­se­guiu a aten­ção da mai­o­ria dos tele­jor­nais bra­si­lei­ros na época. A mulher, que vivia naquele país há alguns anos, ale­gava ter sido ata­cada por xenó­fo­bos, que lhe cau­sa­ram, além dos cor­tes com men­sa­gens visi­vel­mente nacional-propagandistas, a inter­rup­ção de sua gra­vi­dez. Os cor­tes, fei­tos supos­ta­mente por esti­le­tes, for­ma­vam a sigla de um dos gru­pos inte­gra­lis­tas mais vio­len­tos do país. A polí­cia forense suíça levan­tou a hipó­tese de que a bra­si­leira pudesse ter ferido a si mesma, pois os cor­tes eram pre­ci­sos e simé­tri­cos demais para terem sido fei­tos em uma vítima que se deba­tia vigo­ro­sa­mente para sal­var a cri­ança em seu ven­tre, como tes­te­mu­nhou a pró­pria. Além deste argu­mento, houve o teste médico que não indi­cou nenhum sinal de gra­vi­dez ante­rior ao ato violento.

No Bra­sil, um sen­ti­mento patrió­tico aflo­rou em boa parte da popu­la­ção, que havia abra­çado sem con­tes­ta­ções a causa da con­ter­râ­nea e pra­gue­java com fer­vor con­tra a Suíça, sua polí­cia, habi­tan­tes e sua mal­dita neu­tra­li­dade. Os tele­jor­nais obvi­a­mente sou­be­ram explo­rar este naci­o­na­lismo infun­dado para anga­riar mai­o­res audi­ên­cias, enquanto os espec­ta­do­res cada vez mais divi­diam as dores da vítima – e não o foi por­que a polí­cia suíça pare­cia estar errada; ape­nas um mero reflexo da falta de ceti­cismo e excesso de pai­xão pelo mais ape­la­tivo, fei­tios enrai­za­dos na mente popu­lar.
Pou­cos dias depois, a bra­si­leira con­fes­sou que tudo não pas­sou de um golpe ela­bo­rado por si pró­pria para con­se­guir inde­ni­za­ção do governo estran­geiro. Ponto para o raci­o­na­lismo forense, que impe­diu uma char­latã de con­se­guir o equi­va­lente a 200 mil reais. Não estou a defen­der a des­crença abso­luta em uma hipó­tese, mas a inves­ti­ga­ção antes de tomar algum par­tido. Como Henri Poin­caré disse em “A Ciên­cia e a Hipótese”:

“Duvi­dar de tudo ou em tudo crer são duas solu­ções igual­mente cômo­das, que nos dis­pen­sam, ambas, de refletir.”

Os cien­tis­tas não fazem parte de um clube res­trito e sabem que eles não detém a ver­dade abso­luta, e que a qual­quer momento velhos para­dig­mas serão que­bra­dos por teo­rias com­ple­ta­mente novas. No entanto, a opi­nião popu­lar é dife­rente a esse res­peito, que pode ser resu­mida no comen­tá­rio que ouvi de um colega da mesma faculdade:

”Os cien­tis­tas são orgu­lho­sos, pedan­tes e igno­ram qual­quer visão ino­va­dora, que seja dife­rente das deles. Até há pouco tempo, todos tinham cer­teza de que a Terra era plana e depois tive­ram de dar o braço a tor­cer. Hoje, os cien­tis­tas con­ti­nuam com a mesma mente fechada da Terra plana, parece que não apren­de­ram nada.”

Esta afir­ma­ção denun­cia como a ciên­cia não está inte­gral­mente à dis­po­si­ção de toda a popu­la­ção. O dono do comen­tá­rio acima era, na época, um uni­ver­si­tá­rio com nível cul­tu­ral bas­tante gene­roso e com diver­sos meios de infor­ma­ção à sua dis­po­si­ção. O que dizer então de um cida­dão sem curso supe­rior e cuja única fonte de infor­ma­ção é um canal aberto de tele­vi­são? Afi­nal, por que a visão exposta pelo uni­ver­si­tá­rio está equivocada?

Ao con­trá­rio do que pode pare­cer, o método cien­tí­fico como o conhe­ce­mos atu­al­mente é uma novi­dade para o ser humano, pois nas­ceu há pouco mais de um século. Desde o berço da raça humana, todos os fenô­me­nos natu­rais que não pudes­sem ser expli­ca­dos eram atri­buí­dos a ele­men­tos divi­nos: relâm­pa­gos são jaca­rés de fogo que cru­zam o céu; ata­ques epi­lé­ti­cos são pos­ses­sões demo­nía­cas; tsu­na­mis são o cas­tigo de Deus sobre um país pagão; defi­ci­ên­cias con­gê­ni­tas são carac­te­rís­ti­cas de uma divin­dade encar­nada; relâm­pa­gos esfé­ri­cos são discos-voadores; gases flu­o­res­cen­tes do pân­tano são fan­tas­mas. A idéia de que a Terra era plana, o cen­tro do Uni­verso e de que o movi­mento das estre­las era con­seqüên­cia do grande motor que não se movia – leia-se o deus cris­tão – era jus­ta­mente defen­dida pela Igreja Cató­lica e encon­trava grande acei­ta­ção entre a popu­la­ção. Os cien­tis­tas, que afir­ma­vam o con­trá­rio e expu­nham evi­dên­cias lógi­cas, eram ape­dre­ja­dos pelo povo, assas­si­na­dos na fogueira por here­sia ou con­fi­na­dos a pri­são domi­ci­liar perpétua.

A ciên­cia não impõe obs­tá­cu­los sobre novas teo­rias, tam­pouco menos­preza novos pon­tos de vista, desde que façam algum sen­tido; ou seja, o pro­po­nente da teo­ria deve ter alguma maneira de demons­trar que ela não é pura fan­ta­sia. Por­tanto, se a suposta teo­ria da Terra oca car­re­gasse con­sigo alguma prova de sua vali­dade, que anu­lasse de forma pre­cisa o que conhe­ce­mos até hoje sobre núcleos pla­ne­tá­rios, cer­ta­mente seria rece­bida de pági­nas abertas.

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  1. February 25th, 2009 at 20:54 | #1

    Firefox 3.0.6 Windows XP

    Só dis­cordo com a parte de que você con­dena o uni­ver­si­tá­rio que fez o comen­tá­rio. Não é impos­sí­vel que uma parte da nossa ciên­cia de hoje, mesmo que bem pequena, esteja errada. É ape­nas improvável.

  2. February 25th, 2009 at 21:01 | #2

    Chrome 1.0.154.48 Windows XP

    Muito bom o texto. Recha­çou, com a lógica cien­tí­fica e expondo fatos, a fan­ta­sia que há por trás da Terra Oca. :)

  3. Cafe­tron
    February 25th, 2009 at 21:34 | #3

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    @Luís

    Acho que você não enten­deu bem o que ele quis dizer, pois no pará­grafo ante­rior eu escrevi exa­ta­mente o que você comen­tou: “Os cien­tis­tas não fazem parte de um clube res­trito e sabem que eles não detém a ver­dade abso­luta, e que a qual­quer momento velhos para­dig­mas serão que­bra­dos por teo­rias com­ple­ta­mente novas.”

  4. February 25th, 2009 at 21:43 | #4

    Firefox 3.0.6 Windows XP

    @Cafetron

    Opa, foi mal então, erro de inter­pre­ta­ção aqui.

  5. Cafe­tron
    February 25th, 2009 at 21:46 | #5

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    @Luís

    Tudo bem, mas isso con­fi­gura em –10 pon­tos no Dia do Juízo Final.

  6. February 25th, 2009 at 22:25 | #6

    Firefox 3.0.6 Windows XP

    @Cafetron

    Se o juí­zio final for um out­break zumbi, acho que eu con­sigo me virar.

    É…

    É, tal­vez não.

  7. February 25th, 2009 at 23:51 | #7

    Firefox 3.0.6 Windows Vista

    Fal­tou men­ci­o­nar Arthur Gor­don Pym.

  8. Gui­lherme Gall
    February 26th, 2009 at 16:25 | #8

    Firefox 3.0.6 Linux

    Tal­vez seu amigo ache os cien­tis­tas pedan­tes, orgu­lho­sos e resis­ten­tes à idéias novas por­que já teve con­tato com alguns deles que se com­por­ta­vam dessa maneira. Tra­ba­lho em um labo­ra­tó­rio de pes­quisa e uma parte con­si­de­rá­vel dos pes­qui­sa­do­res são bas­tante arro­gan­tes, alguns nem res­pon­dem à um “bom dia” ou não con­ver­sam com o pes­soal da manu­ten­ção ou segu­rança, e isso dá a impres­são de que eles têm esse sen­ti­mento de supe­ri­o­ri­dade em suas pro­fis­sões tam­bém. Como uma pes­soa que “se acha” tanto pode acei­tar idéias novas, que con­tra­riem às suas?

  9. Cafe­tron
    February 26th, 2009 at 17:18 | #9

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    @Guilherme Gall

    Mas esse com­por­ta­mento é encon­trá­vel em qual­quer local de tra­ba­lho que tenha algum tipo de hie­rar­quia ou dis­tin­ção pro­fis­si­o­nal… e se hou­ver físi­cos na jogada :(

  10. Gui­lherme Gall
    February 26th, 2009 at 17:39 | #10

    Firefox 3.0.6 Linux

    @Cafetron

    Con­cordo, já vi esse com­por­ta­mento em vários locais. Mas a impres­são que eu tenho é que na área aca­dê­mica ele é bas­tante acen­tu­ado. E mais entre mate­má­ti­cos do que entre físicos.

  11. André
    February 26th, 2009 at 19:52 | #11

    Firefox 3.0.5 Windows XP

    Se acham físi­cos e mate­má­ti­cos arro­gan­tes, é por­que não con­vi­vem com médicos!

    Exis­tem, é claro, cien­tis­tas dis­pos­tos a que­brar parad­gi­mas e revo­lu­ci­o­nar a ciên­cia, mas rara­mente são encon­tra­dos. A mai­o­ria pre­fere viver em uma bolha onde são deu­ses do conhe­ci­mento, impondo a ver­dade atra­vés de seus títu­los aca­dê­mi­cos. É real­mente difí­cil assu­mir seus erros, ainda mais se todos te colo­cam em um pedes­tal, como fazem com cientistas.

  12. Gui­lherme
    February 26th, 2009 at 21:08 | #12

    Opera 9.24 Windows XP

    Cafe­tron 2×0 Teo­rias fantásticas

    Eu tenho o livro da terra oca, e ele fala que quanto aos bura­cos nos polos isso se dá devido ao “fato” de que o cen­tro gra­vi­ta­ci­o­nal da terra não é um ponto(!!!) mas sim uma camada à +- 1000 km abaixo da terra onde se con­cen­tra a gra­vi­dade do pla­neta, assim uma pes­soa no inte­rior da terra não é atraida para o sol ter­res­tre mas fica presa ao solo do lado inte­rior do planeta.

    E os bura­cos nos pólos não são visí­veis por saté­li­tes por causa de algum efeito de refle­xão na atmos­fera que causa um tipo de mira­gem que dá a apa­rên­cia de neve.

    O livro diz tam­bém que as auro­ras pola­res são efei­tos da luz do sol interno se refle­tindo na atmosfera.

    Mas eu tenho algu­mas duvi­das, se a gra­vi­dade puxasse as pes­soas em dire­ção ao solo no inte­rior do pla­neta, se hou­vesse um incen­dio, for­ma­ria uma nuvem de fumaça que fica no cen­tro do mundo? Pode­ri­a­mos fazer uma tiro­lesa que vai de um lado ao outro do pla­neta? Have­ria uma teo­ria que diz que há habi­tan­tes do outro lado do chão?

    De qual­quer jeito viver no inte­rior do pla­neta não seria tão ruim pois se tiver­mos um teles­có­pio, pode­ri­a­mos espiar a nossa vizi­nha gos­tosa do outro lado do mundo :D

  13. ci
    February 27th, 2009 at 03:13 | #13

    Chrome 1.0.154.50 Windows XP

    gos­tei mui­tao
    =DDDD

  14. Lima
    February 27th, 2009 at 18:19 | #14

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    Isso impli­ca­ria que eu nunca encon­tra­ria os herculóides.

    Para quem não acre­dita na teo­ria da terra oca, repare no som fami­liar que um bate esta­cas faz ao bater no chão. Há uma frequên­cia no fundo que lem­bra um tambor.

  15. Pedro
    February 27th, 2009 at 19:05 | #15

    Firefox 3.0.6.NETCLR3.5.30729 Windows XP

    bravo.

  16. February 28th, 2009 at 14:07 | #16

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    Havia um cená­rio de cam­pa­nha para o Dun­ge­ons & Dra­gons (não essa edi­ção Warcraft-like, mas o anti­gão, de 1983) cha­mado Hol­low World, com essa mesma his­tó­ria de um sol sus­penso e pas­sa­gens pelos pólos… Só con­se­guia encon­trar lógica para isso no jogo.

  17. March 2nd, 2009 at 13:02 | #17

    Firefox 3.0.6 Windows XP

    Chefê, vc tinha falado do Nibiru um tem­pin atraiz, e a Globo pas­sou na tv uma repor­ta­gem sobre ele!

    dis­se­ram que quem tem algo estra­nho assim cien­ti­fi­ca­mente pode­ria man­dar para eles que eles farao uma repo­ta­gem des­men­tindo a crença…

    que tal vc manu­fa­tu­rar um email pra eles sobre a terra oca hein?

  18. Haqqa­ton
    March 2nd, 2009 at 18:41 | #18

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    “O que garante que o mesmo cida­dão que acei­tou a idéia da Terra oca de bra­ços aber­tos, ama­nhã não vote no pri­meiro can­di­dato a governo que lhe pro­meta aquilo que quer ouvir?”

    Nada. E o que garante que um “culto” não vai votar no pri­meiro can­di­dato que lhe pro­meta aquilo que quer ouvir: “temos um emprego pro seu filho”?

    Acho que você con­fun­diu as coi­sas. Ter fé em algo não sig­ni­fica neces­sa­ri­a­mente ser igno­rante ou inculto. Ape­nas os “bur­ros” acre­di­tam no deus cristão?

  19. Cafe­tron
    March 2nd, 2009 at 23:27 | #19

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    @Haqqaton

    Fala, rapaz! Faz tempo que não o vejo comen­tando por aqui :D

    Desculpe-me, acho que não fui claro o sufi­ci­ente. Não é uma ques­tão de culto ou inculto. Exis­tem pes­soas igno­ran­tes, mas com pen­sa­mento crí­tico muito bem lapi­dado. Mesmo que lhes falte o êxito, eles serão capa­zes de pon­de­rar se uma infor­ma­ção é ludi­bri­osa ou não; e esses, com cer­teza, não vota­rão sem pen­sar duas vezes. Isso, acre­dito eu, é o que importa.

    A pro­pó­sito, não entendi sua rela­ção entre “bur­ros” e o deus cristão.

  20. Haqqa­ton
    March 3rd, 2009 at 11:24 | #20

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    @Cafetron

    Ah, sim, está tudo claro agora. 8D

    E minha rela­ção “burros-deus cris­tão” não cabe aqui real­mente; agora entendi o que você que­ria dizer. Falha minha.

    Ainda me lem­bro do momento em que Lin­den­brok che­gou ao oce­ano interno e “levi­a­tãs” luta­ram… pena que cresci. Agora essa idéia de Terra Oca exige uma fé capaz de tras­por­tar montes :)

    Bom post e bom blog Cafe­tron. Comento pouco mas tô sem­pre aqui.

    Até.

  21. March 3rd, 2009 at 22:11 | #21

    Firefox 3.0.6 Ubuntu

    Agora sim li tudo. Per­feito, man. Per­feito. Carl Sagan fica­ria orgulhoso.

  22. March 15th, 2009 at 22:14 | #22

    MSIE 7.0 Windows XP

    muito bom ter rela­ci­o­nado o fato de que a falta de pro­cura por evi­dên­cias tor­nam as pes­soas menos ques­ti­o­na­do­ras e menos filo­só­fi­cas até.
    Certo tam­bém de que tais pes­soas de alguma maneira pos­sam assu­mir um cargo de poder impor­tante no sis­tema social, e aca­ba­rem por fazer uma por­rada de titi­cas por lá, e que iria se refle­tir, claro, em quem? (pe0ple!)
    então gente, além de conhe­cer fatos, vamos pro­cu­rar e conhe­cer evidências!

  23. Sid­ney
    April 22nd, 2009 at 02:49 | #23

    MSIE 7.0 Windows XP

    Con­fesso que agora não sei quem está men­tindo. Olhem esse link: 

    http://www.umanovaera.com/terra_oca.htm

    Exis­tem mis­té­rios nesse mundo que a ciên­cia não con­se­gue expli­car e nem eu.

  24. Sid­ney
    May 4th, 2009 at 21:23 | #24

    MSIE 7.0 Windows XP

    Gente! nós não pode­mos acre­di­tar em uma ciên­cia que diz que não sabe como o uni­verso fun­ci­ona. O uni­verso é for­mado por mais de 70% de ener­gia e maté­ria escura que a ciên­cia não sabe como fun­ci­ona. Com cer­teza essa ener­gia e maté­ria escura tem rela­ção com a gra­vi­dade, por isso ainda não pode­mos nos pren­der a núme­ros sobre a teo­ria da gra­vi­dade.
    Eu acre­dito em ETs, mas só vou acre­di­tar que existe vida ali­e­ní­gina no inte­rior da Terra se eu ver com meus pró­prios olho. Agora com cer­teza existe algo estra­nho em Marte habi­tando o sub­solo do pla­neta, olhem aque­les tubos trans­pa­ren­tes que a NASA foto­gra­fou lá.

  25. eve­raldo
    May 12th, 2009 at 22:43 | #25

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    Voce, na sua demons­tra­ção come­teu um grave erro: supor que o nº de horas do dia da terra como oco, seria igual ao nº de horas do dia da terra como maciça. Não sei se voce já per­cebe que “os dias estão pas­sando muito rápido”.É por aí meu fi. Neste espaço a mate­má­tica é outra.

  26. eve­raldo
    May 12th, 2009 at 23:05 | #26

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    “Tal­vez” o enun­ci­ado não seja que a terra “é oca”. Mas que “esteja ficando cada vez mais oca”.
    Mais: esta nossa ace­le­ra­ção da gra­vi­dade, que ado­ta­mos para uma terra maciça, não é para uma terra “oca”? Por­que par­ti­mos do pres­su­posto, e usa­mos parâ­me­tros de uma terra maciça, estes parâ­me­tros não seriam de uma terra oca?
    Mui­tas de nos­sas “ver­da­des cien­tí­fi­cas, são ver­da­des den­tro do método cien­tí­fico” e fora dele?
    Refaça as suas equa­ções, supondo que a ado­tada ace­le­ra­ção da gra­vi­dade, 9,8m/s2, não é de uma terra maciça mas de uma terra “oca”. Viu o resul­tado ?
    Os demais ques­ti­o­na­men­tos são facil­men­tes explicados.

  27. Cafe­tron
    May 13th, 2009 at 18:37 | #27

    Firefox 3.0.10 Ubuntu

    @everaldo

    Muito bem obser­vado. Eu parti do pres­su­posto — e do senso comum — de que a Terra já é maciça. Minha demons­tra­ção é uma cobra que morde o pró­prio rabo. Obri­gado pelo toque!

    E que tal essa aqui? Pen­sei agora, ó:

    Sabe­mos a massa da Terra e sabe­mos seu volume. Con­si­de­mos que a Terra seja oca com uma casca, sei lá, de 100km de espes­sura (bas­tante van­ta­gem pra você, já que o maior chute que já ouvi foi de 50km). A den­si­dade resul­tante seria de 119000 kg/m³, sendo que o mate­rial mais denso exis­tente* é o ósmio 22000 km/m³. Dessa forma, ou a terra do seu jar­dim é feita de puro ósmio (não é) 600% com­pac­tado por uma força inex­pli­cá­vel (muito menos), ou, quem sabe, tal­vez a Terra não seja oca.

    * = (não con­si­de­rando cor­pos celes­ti­ais “dife­ren­tes” como bura­cos negros e estre­las de neutrons).

  28. eve­raldo
    May 14th, 2009 at 01:10 | #28

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    Voce comete o mesmo erro no cál­culo da massa da terra como “maciça” e ela é “oca”, lembre-se sem­pre disto. È o seguinte, se trans­forme num “oco”,possivelemnte ganhará um prê­mio nobel de física, pois todos cál­cu­los dos físi­cos, inclu­sive Eins­tein, terão que ser revis­tos. As ver­da­des da ciên­cia, são ver­da­des “pon­tos de vista”. Um sis­tema que movi­mente à velo­ci­dade da luz, nunca terá noção da par­tí­cula que lhe deu ori­gem, ele não existe, pois a par­ti­cula que lhe deu orí­gem, para ele, não existe, ele jamais fara con­jec­tu­ras sobre o que não existe,e mor­rerá igno­rante como nunca nas­ceu …e por aí vai…

  29. eve­raldo
    May 14th, 2009 at 01:16 | #29

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    …repito, se trans­forme num “oco”, depois de alguns cál­cu­los, duvido que voce ache que a terra é maciça. Duvi­dêódó. Quando ganhar o nobel, espero que não esqueça de me citar, não faça como Eins­tein que se esque­ceu daquêle fran­ces que foi o ver­da­deiro for­mu­la­dor de suas teorias.

  30. eve­raldo
    May 14th, 2009 at 01:22 | #30

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    Ah! Sim! Veja sem­pre a terra como o “cen­tro do universo”.

  31. Cafe­tron
    May 14th, 2009 at 18:47 | #31

    Firefox 3.0.10 Ubuntu

    @everaldo
    Você não me enten­deu agora. Ao con­trá­rio do momento de inér­cia, a massa da Terra nós sabe­mos e che­ga­mos a um acordo. O raio da terra tam­bém. Logo, só pode­mos che­gar a dois resul­ta­dos nessa his­tó­ria: uma den­si­dade com a terra maciça, e um com a oca. E eu te mos­trei que pegando essa massa toda e con­cen­trando numa casca fina, você teria um pla­neta feito de mate­rial 6x mais denso que ósmio (o que é impos­sí­vel — para um planeta).

    Mas obri­gado, verei a terra como o cen­tro do universo.

  32. eve­raldo
    May 14th, 2009 at 22:55 | #32

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    Sabe­mos, con­si­de­rando a terra maciça, oca tere­mos outro valor. Con­ti­nua pen­sando, voce ainda não se tor­nou um “ôco”.

  33. eve­raldo
    May 14th, 2009 at 23:16 | #33

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    Den­si­dade é uma coisa massa é outra.
    Uma dica: usando-se a lei da gra­vi­ta­ção para cal­cu­lar sua massa, da terra, como oca, o cen­tro de gra­vi­dade não esta no cen­tro da terra. Em todo o espaço oco tere­mos um equi­lí­brio de for­ças com resul­tante nula. È por aí…Aproveita esta opor­tu­ni­dade para con­se­guir o seu nobel.

  34. Sid­ney
    May 15th, 2009 at 00:35 | #34

    MSIE 7.0 Windows XP

    Assis­tam a essas duas palestras: 

    http://www.youtube.com/view_play_list?p=99E834A3780441A1
    http://www.youtube.com/view_play_list?p=F8D9855E3142147E

    Na pri­meira, ape­sar do cara pare­cer meio louco por­que ele diz que man­tém ou man­ti­nha con­tato com seres de Andrô­meda, vale a pena assis­tir por­que ele fala coi­sas inte­res­san­tes sobre a Lua, a gra­vi­dade e os pla­ne­tas ocos.

    A segunda é com o físico Nas­sim Hara­mein, o cara vem desde a infân­cia ten­tando enten­der o uni­verso e fala muita coisa sobre a gra­vi­dade, exce­lente palestra.

  35. eve­raldo
    May 28th, 2009 at 23:05 | #35

    Chrome 1.0.154.65 Windows XP

    .….…???

  36. Sid­ney
    June 6th, 2009 at 06:08 | #36

    MSIE 8.0 Windows XP

    Bom, ape­nas ten­tei aju­dar. Mas como eu me divirto com esses caras na Net.

  37. junior
    September 9th, 2009 at 00:43 | #37

    MSIE 7.0 Windows XP

    Aca­bou, tava ficando muito bom o debate..

  38. Pedro Bren­tan
    October 8th, 2009 at 17:00 | #38

    MSIE 7.0 Windows XP

    Bom, o massa do sol atrai a massa da terra…
    como eh pos­sí­vel uma terra oca atrair a lua?

  39. Mur­ci­lago
    January 27th, 2010 at 11:23 | #39

    Firefox 3.0.17.NETCLR3.5.30729 Windows XP

    Con­cordo em mui­tas coi­sas no comen­ta­rio que fez aqui Cafe­tron, mas acre­dito que tanto no caso da terra oca quanto na ques­tao da, diga­mos, indole que encon­tra­mos no meio cisn­ti­fico, estas sendo um pouco român­tico.
    Lógico que leva­das ao pé da letra, os fala­to­rios sobre uma civi­li­za­ção sub­ter­ra­nea parece absurda, mas se estuda a casuis­tica e os fatos, aos pouco vai fazendo algum sen­tido, assim como nosso que­rido chupa cabras…
    o meio cien­ti­fico, infe­liz­mente, esta per­me­ado de arro­gan­cia, opor­tu­nismo, ceti­cismo ruim e evan­ge­li­za­ção… todos os meios e formas…existem mui­tos cien­tos serios e apai­xo­na­das, gra­ças a Dannu, mas não da pra negar que tudo gira em torno do seu nome numa tese, numa publi­ca­ção e num tapi­nha nas cos­tas do rei­tor mais pro­ximo…
    abraços

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