Fiquei tão comovido com o dia santo, que me enchi de chocolate ao estilo “Se7en, os Sete Crimes Capitais” e acabei não fazendo tirinha alguma. Mea culpa, mea maxima culpa.

Aproveitei, no entanto, para configurar o Arch Linux decentemente na minha máquina, como também dar uma revisada no site que há muito ninguém tirava a poeira. Acabei topando com algumas gafes do passado — como ter usado a fonte MS Comic Sans em algumas tirinhas, algo que me arrependo hoje amargamente, pois aprendi que essa fonte não deve ser utilizada levianamente sob hipótese alguma.

Fora isso, topei-me com essa tirinha piloto que fiz enquanto arriscava meus primeiros passos no Inkscape. Obviamente ela não tinha tempero nenhum, pois gastei toda a minha barrinha de mana para desenhar um alien e não dei a mínima para os diálogos da tirinha. Então, vamos fazer algo legal e produtivo hoje? Sugira você o que deveria estar nos balões dessa tirinha. O autor da melhor sugestão ganhará meu prestígio eterno e será imortalizado em meio ao bálsamo da minha gratidão

Sobre a tirinha anterior

Não pude deixar de notar que a última tirinha fez um sucesso de arrombar coelhinhos em ambos os flancos, assim como do lado ateu como do anti-ateu. O fato da temática ter girado em torno da religião nas vésperas de um feriado religioso não foi tão intencional quanto alguns supuseram, mas depois que notei a coincidência, relembrei com carinho daquela boa senhora da catequese* que, num sábado cedo demais para uma criança estar acordada, sugeriu que eu incendiasse meus livros de biologia que falavam sobre dinossauros, aquelas criaturas mitológicas que os ateus criaram para conduzir pequenos fedelhos às profundezas dos fluxogramas. Tia Adélia, essa foi pra você.

Além disso, — sejamos francos, vá — os indivíduos irreligiosos se configuram em menos de 2,5% da população mundial. Deve haver mais bonecos de Judas por aí do que ateus, e nós somos malhados abertamente durante o ano todo. Somos uma minoria que, segundo a opinião pública, jamais se casaria com a sua filha ou se tornaria presidente. Portanto, uma alfinetadazinha saudável em no máximo 1/40 das tirinhas que pipocam na internet não fará mal a ninguém. E lembre-se sempre de que rir das suas próprias crenças (ou falta delas) é um hábito saudável e um bom indicador que você ainda não é um fanático.

* Sim, fiz catequese e, sim, foi a contra-gosto, até o final porque queria ver até onde aquilo chegaria. Minha sugestão é a seguinte: se você tem um filho e não quer que ele cresça achando que a Bíblia é um absurdo, não mostre a Bíblia a ele. Mostre, talvez, aqueles livros evangélicos coloridos e cheios de figuras que dizem como RPG é coisa do Cambrulhão.