Desculpem-me, amigos, pelo vácuo dos últimos dias. É difícil conciliar a vida de adulto na cidade grande com os posts provincianos de cada dia. Mas vocês aguardaram pacientemente e sem reclamar, estou orgulhosíssimo! Três pirulitos de capim-gordura pra cada um.

Eis aqui mais uma pequeno manifesto meu a favor do software livre e sua adoção pelo público geral. A questão vai além da ideologia e entra nos limites do bom senso e gostosura. Convenhamos: vale a pena derramar lágrimas e vomitar de raiva por sitemas operacionais e programas que mesmo originais, proprietários e muito bem pagos, travam, te levam à loucura e monopolizam seu computador e sua vida?

Quando se trata de software livre, estamos falando de pessoas que generosamente programam aplicativos para o público geral — público como a Simone, por exemplo. Entre esses mesmos programadores, a maioria se compromete a disponibilizar updates, documentação e todo tipo de ajuda necessária durante anos a fio sem exigir nada em troca.

Na verdade, eles pedem apenas uma coisa em troca: que você os ajude notificando os bugs que você encontra no dia-a-dia e dando assistência para quem está aprendendo e/ou passando pelas mesmas dificuldades que você — não é o ápice do anarquismo proudhoniano? Não é bonito? Acho que só essa proposta já os torna merecedores de nossa atenção e — puxa vida — um esforçozinho para tentar aprender a usar um sistema operacional diferente daquele que você cresceu mastigando (só porque seus pais e professores não conheciam outra alternativa no mercado). Agora, imagine só como seria se deixássemos os softwares proprietários — que tal, o Windows! — de lado. Como seria esse universo paralelo?

“Eu compreendo o indivíduo que declarou ter problemas em passar do Windows para o Linux. Senti o mesmo ao experimentar o Windows. Decidi experimentá-lo, depois de alguns amigos que o usam a toda a hora me dizerem que era ótimo. Fui até ao site da Microsoft para baixá-lo mas não estava lá disponível. Fiquei frustrado porque não consegui descobrir como se baixava o mesmo. Por fim tive que perguntar a um amigo e ele disse-me que tinha de o comprar.”

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